South Asian integration: barriers and potentials

South Asia's economic growth potential over the past decade has brought the region's attention around the world. Due to the economic dynamism of the region, their countries were one of the least impacted by the financial crisis of 2008. In this sense, the forecasts of economists and experts bring important reflections on the challenges for the region. According to the most recent studies, in the next three decades the global economic scenario will undergo important changes. The United States will no longer be the largest economy in the world, e sim a China, and second is India. And with this potential scenario, South Asian cooperation represents an even more challenging opportunity, because the region can become a major pole of influence and power in international relations.

Apesar do grande potencial econômico, a região encontra barreiras para a cooperação devido a instabilidades sócio-políticas, extremismo religioso, grande desigualdade social e por questões de segurança nacional. Nesse contexto, debater as dificuldades enfrentadas pelos países da região para cooperação regional é fundamental para o desenvolvimento de todos os países e a expansão de suas potencialidades.

O Sul da Ásia é formado por 8 Estados. Afghanistan, Bangladesh, Butão, India, Maldivas, Nepal, Paquistão e Sri Lanka. É uma região dinâmica com aproximadamente 1,7 bilhão de habitantes. Na última década a região teve um crescimento econômico médio de 7,1%. A Índia é o ator principal da região, devido a sua magnitude em todos os sentidos. Seu tamanho territorial, extensa população, rápido crescimento econômico na última década e sua posição perante questões nucleares. However, mesmo com tantos indicadores positivos da região e com a possibilidade de cooperação, a região é uma das menos integradas do mundo.

Os motivos desta falta de interação são reflexos de um conjunto de fatores: Tensões políticas históricas, desconfiança, conflitos transfronteiriços, nacionalismo e questões relacionadas à segurança. A instabilidade política na região atua como um difusor de dúvidas e receios na relação entre os 8 countries, principalmente entre Índia e Paquistão.

A barreira política entre todos os membros é uma consequência não apenas dos eventos recentes no Sul da Ásia, mas também do contexto político-social e os conflitos que aumentaram principalmente no período da colonização britânica e depois da partição do subcontinente Indiano em 1947. Dessa maneira, este cenário não permitiu que os Estados realmente focassem na integração da região.

Além do fator político, a região enfrenta diversas barreiras para seu desenvolvimento que aumenta os desafios a nível nacional e dificultam a capacidade de integração regional. Entre estes desafios, estão:

  • Capacidade de melhorar os níveis de empregabilidade da região para 12 milhões de pessoas que entram no mercado de trabalho a cada ano
  • Abordar os riscos crescentes relacionadas à mudança climática e desastres naturais
  • Redução da pobreza que afeta mais de 400 milhões de pessoas
  • Promover maior interação da indústria energética, pois apesar do grande potencial de integração, há poucos sinais de melhoria.
  • Comércio intra-regional representa apenas 5% do total da região. Contrastante se comparado com ASEAN, onde o comércio intra-regional atinge 25%.
  • Investimento intra-regional também é muito baixo, representa menos de 1% do total
  • Problemas de logística, infraestrutura e impedimentos regulatórios que aumentam os custos de trocas internas na região

No intuito de promover a cooperação regional, na década de 1980 primeiramente surgiu a SAARC, a Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional, que estabeleceu um escopo amplo de cooperação que abrange tecnologia, ciência, agricultura, transporte e outras áreas. However, a associação fundada em 1985 vem sendo criticada desde sua criação por possuir excelentes intenções, mas poucos resultados reais da região. At the same time, também existem perspectivas que apontam para um caminho que possibilita melhorar a integração.

Uma década após a criação da SAARC, surgi o acordo preferencial de comércio do sul da Ásia, o SAPTA, que foi assinado em 1993 com o objetivo de criar o caminho para a integração econômica na região, dado a quase inexistente troca comercial entre os membros do SAARC. However, o acordo não gerou resultados efetivos no comércio, mas conseguiu abrir as portas para um futuro progresso na cooperação econômica da região.

Alguns anos depois o SAFTA, acordo de livre comércio do sul da Ásia foi assinado em 2004. Os governos dos Estados membros se comprometeram em seguir um caminho sólido em direção a estreitamento das trocas comerciais internas, cooperação em questões como transporte, infraestrutura, energia e oferecer condições especiais para os membros menos desenvolvidos

However,, novamente as ambições do acordo não foram realmente concretizadas devido aos problemas internos, bilaterais e regionais que afetam a aproximação dos países da região. Os resultados continuaram baixas e muitas barreiras ainda dificultam a integração. Para ilustrar a baixa capacidade da SAARC, ao comparar SAARC com ASEAN, (Associação de países do Sudeste Asiático), existe uma grande diferença, visto que a ASEAN adotou um comprometimento político concreto para obter sua cooperação econômica mais eficiente e, vem obtendo resultados positivos para a economia da região e dos países parte da associação.

Os especialistas da região apontam que o acordo poderia ter produzido melhores resultados se tivesse tido outro conjunto de fatores e comportamento: prazos mais bem estabelecidos, criação de um fundo para os membros menos desenvolvidos e um plano sólido para a eliminação de barreiras não tarifárias.

Com a atual conjuntura da região, exist 3 perspectivas gerais sobre o futuro da SAARC e os acordos comerciais. A primeira é de que o os países desistirão do projeto devido à indiferença e todas as barreiras que não são superadas. A segunda perspectiva já tratava a associação como um fracasso e não enxerga nenhuma possibilidade de sucesso e a terceira visão aponta que o projeto que busca maior integração é uma ideia com excelente potencial, mas que muitos desafios a acompanham.

Considerando a última perspectiva, a sul asiático necessita de lideranças empenhadas nas próximas décadas para mudar o atual paradigma de falha cooperação da região. Da mentalidade de conflitos e desconfiança para diálogo e cooperação, de produção de novas armas para uma perspectiva que promova um novo tipo de relação harmônica que possa traduzir a relação histórica e social da região, que tem em suas raízes o pensamento coletivo e solidariedade. Apesar do desafio em procurar e desenvolver essa linguagem a nível local e regional, a história da região indica uma grande potencialidade para diálogos produtivos.

Cooperação regional no Sul da Ásia pode tomar um caminho que levará a região a um crescimento econômico mais sustentável, e com um processo que traga uma perspectiva social, com foco na melhoria da condição de vida da parcela mais pobre da população, pois dessa maneira o desenvolvimento e cooperação se tornaram mais factíveis e possíveis. Também são fundamentais iniciativas que desenvolvam tecnologias e instituições a nível local, nacional e regional nas áreas de produção energética, recursos hídricos e de preservação do meio ambiente, instituições que estabeleçam uma comunicação regional e mecanismos que facilitem a integração para atender as demandas de uma região em crescimento.

A tradição coletiva e plural da região pode superar o atual cenário que possui uma mentalidade política que promove relação adversária e estereótipos negativos através de um desenvolvimento que pode abordar as potencialidades da região em benefício da população e visionando a influência global e os resultados em todas as esferas que essa mudança de paradigma poderia trazer.

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Master in International Politics at Jawaharlal Nehru University (JNU) – Nova Delhi, India, with the dissertation on "Global South Resistance in International Relations: Brazil and India in the light of post-colonial studies". Bachelor in International Relations from ESPM.
Areas of study and interest: On the Global, Postcolonialism, South Asian, Brazil-India relations, South-South cooperation