Israel, between Zionism and Imperialism

Since the beginning of the year, Syria has been the country hardest hit by the Israeli military escalation, having several cities hit, as well as Syrian military and infrastructure facilities, causing the death of hundreds of people and generating great economic losses. These Israeli military actions coincide with the Syrian army's advance to regain control of the country, where he has achieved great victories. Israeli attacks in flagrant violation of Syrian sovereignty, have Tel Aviv’s justification for fighting Iranian bases in Syrian territory that threaten their security.

It is obvious that this simple justification does not account for what is really behind these actions. Even because the state of war between Israel and Iran is not known. The advance of Israeli settlements on Palestinian territory, the fixation of Jerusalem (Al Quds) as capital and the murder of more than 60 Palestinians on the last day 14 of May, reveal the true Israeli intention. All these practices, allied with Israel's refusal to return to its borders of 1947/48 result in an imperialist policy. No wonder, Israel is constantly criticized by the international community, even to UN, the excessive use of force against the Palestinians and the usurpation of foreign lands.

In recent years Israel has been successful in imposing itself in the troubled context of the Middle East, this thanks to the partnership with NATO. The “auxiliary line” stance in the Western struggle for Arab oil, has generated for Israel the bonus of being able to expand. The gradual elimination of its historical enemies, Saddan Hussein e Muammar Al Gaddafi, and the weakening of Palestinian resistance movements, provided Israel with an increase in its military line, although the strengthening of Iran and Hazbolah are significant counterpoints. The latest Israeli war actions have received long-standing Anglo-American backing. The Trump administration, NATO and even Saudi Arabia, where Crown Prince Mohamad Bin Salman, has made praiseworthy statements to Israel demonstrates that Tel Aviv will continue to be used as a "bridgehead" for Western imperialism in the region.

The ethnic and religious differences that have already guided the debate on the existence of the State of Israel, today they seem to be overcome by the geopolitical dynamics imposed by NATO in the Middle East due to oil. This is, an Israel that respected the borders of 1947/48 and abandon state terrorism, it would probably be well accepted by its Arab neighbors. Being able to enjoy relationships if not fraternal, at least respectful, within a context of collective peace, since global terrorism (New Caliphate) parece ter como inimigo principal os estados seculares árabes e não mais os judeus como em tempos remotos. A insistência israelense em ser um ente agressor no Oriente Médio impõe à sua sociedade restrições desnecessárias, que só alimentam a fração “política-militar-terrorista” dirigida pelos sionistas.

A agenda reacionária que o sionismo tem imposto ao Estado de Israel não tem sido positiva para que a concórdia se estabeleça na região, basta vermos que mesmo depois de anos de ações militares israelense no Líbano, o Hezbolah sagrou-se vencedor das eleições neste ano, sendo assim, o radicalismo está ganhando corpo como ação reversa ao intervencionismo israelense. The same goes for the Palestinians, who are increasingly disbelieving Israel, see military language as the only way out. The constant repression against Palestine has nothing to do with preventive security actions, on the contrary, is part of the Zionist movement to establish “Greater Israel”, territorial expansion and ethnic extinction plan, within the racist context.

The Yinon Plan is based on Zionist expansionism in the Middle East, following his holy scriptures to build “Greater Israel”. Such a plan refers to the name of the former adviser to Ariel Sharon, o diplomat Odeb Yinon, author of this theory in the late 1970. For so much, Israel tem apoiado cabalmente o plano de “balcanização” da Síria e do Iraque, assim como, ajudado as forças curdas na sua luta contra a Turquia, Síria e Iraque. Conforme as forças sírias avançam sobre as áreas controladas pelos terroristas, mais armas de origem israelense têm sido encontradas, principalmente ao sul de Damasco onde operava a Frente Al Nusra, evidenciando o apoio israelense ao projeto de destruição do Estado sírio.

Israel, por seus interesses políticos e econômicos, tem participado a muito tempo dessa espécie de “internacional do terror”, não à toa esteve livre dos ataques terroristas que vitimaram várias capitais europeias, asiáticas e os Estados Unidos nos últimos anos. Os ataques à Síria feitos por Israel, justamente quando o governo Bashar Al Assad parece encontrar o caminho da vitória podem ser encarados como parte desse apoio israelense aos terroristas, que tem dificultado o estabelecimento da paz na Síria e no Iraque. A aproximação de Israel e Arábia Saudita, também evidencia um cenário de “paz de compromisso”, onde o apoio aos movimentos terroristas necessariamente farão parte da base desse relacionamento.

O cenário de paz a curto e médio prazo no Oriente Médio é remoto, Yet, a estabilidade da Síria levará invariavelmente à estabilidade do Iraque e o surgimento de uma aliança importante envolvendo esses dois países. A Turquia que tenta se impor na região por fora do contexto da OTAN, pode ser um entrave para o expansionismo israelense, gerando um problema a mais para os Estados Unidos. No mesmo contexto, o Irã trabalha frontalmente para se tornar decisivo no Líbano e na Palestina. Israel se continuar com o seu expansionismo não alcançará a tão merecida paz, e nem tão pouco permitirá que o Oriente Médio a tenha.

Os movimentos terroristas que desestabilizam a região são artificiais, são fabricados em Washington e em Londres, por isso não serão um fator determinante por mais tempo. Israel precisa rever os seus conceitos, pois um pan-arabismo mais consequente pode ressurgir na região e se transformar de fato em uma ameaça à existência de seu Estado. As guerras do Afeganistão e Iêmen são os próximos desafios da OTAN, que cada vez mais é posto em xeque pela aliança de Rússia e China.

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João Claudio Platenik Pitillo é professor de História licenciado pela UERJ, mestre em História Comparada pela UFRJ e doutorando em História Social pela UNIRIO. Como membro do NUCLEAS-UERJ (Núcleo de Estudos das Américas) pesquisa os processos revolucionários latino-americanos do século XX a partir do conceito de "Nacionalismo Revolucionário". No âmbito das Relações Internacionais estuda o advento do “Terrorismo Global” e o surgimento do “Novo Califado”. Como especialista em Segunda Guerra Mundial pesquisa e escreve sobre o Exército Vermelho e a importância da Frente Leste para o contexto geral da Guerra.