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Israel, entre o Sionismo e o Imperialismo

Desde o início do ano a Síria tem sido o país mais atingido pela escalada militar israelense, tendo várias cidades atingidas, assim como instalações militares e de infraestrutura sírias, causando a morte de centenas de pessoas e gerando grandes prejuízos econômicos. Essas ações militares israelenses coincidem com o avanço do exército sírio para retomar o controle do país, onde tem alcançado grandes vitórias. Os ataques israelenses em flagrante violação da soberania síria, têm a justificativa de Tel Aviv em estar combatendo bases iranianas em território sírio que ameaçam a sua segurança.

Jornalismo de Guerra, a arma silenciosa do Imperialismo

Com o avanço da internet no campo da conectividade pessoal, a fabricação de notícias falsas ganhou corpo, principalmente as que têm um caráter político-militar. Assim, a sanha do imperialismo em conquistar novos mercados passou a utilizar um jornalismo ficcional, mas com toda a roupagem de realista para a produção de “notícias” que possam beneficiar os países centrais no seu intuito de dominar outros povos. Esse projeto que hoje é tratado como mais um meio militar de ação tem sido denominado como “jornalismo de guerra”.

Síria, a Esquina Mais Perigosa do Mundo

No último dia 10 de fevereiro um caça israelense foi abatido pelas defesas antiaéreas sírias quando atacava o aeródromo T-4. Essa operação israelense é a maior desde 1982, que além de violar a integridade e a soberania do Estado sírio, demonstra o tamanho do envolvimento dos israelenses nesse conflito. Muito além de ser uma “linha-auxiliar” da OTAN na região, Israel tem interesses particulares no conflito sírio. O apoio tácito que o Estado israelense tem dado, segundo afirmações do governo sírio, a grupos armados que combate ao governo de Damasco, demonstra a sua opção em questionar o apoio sírio e iraniano ao Hezbollah.

Entre Riade e Teerã, a Problemática do Iêmen

O Iêmen retorna ao noticiário por causa de mais uma guerra, coisa comum durante o século XX, onde o petróleo e a Guerra Fria vitaminaram uma série de disputas, hora no Iêmen do Sul, hora no Iêmen do Norte e algumas vezes no Iêmen reunificado a partir dos anos noventa. Como marca principal dessa jovem nação, a pobreza e a interferência constante do imperialismo em seus assuntos internos. O Iêmen que conhecemos surgiu da luta contra o colonialismo, dividido em Norte e Sul no século XX; travaram batalhas para se libertarem dos Impérios Otomano e Britânico respectivamente. Contudo, a independência não foi garantia de autonomia e desenvolvimento.