O Brasil não pode assistir de fora à construção da nova ordem mundial
A aproximação entre China e Rússia está deixando de ser apenas uma parceria entre duas grandes potências para se transformar em parte de uma disputa muito maior sobre quem terá poder para definir as regras internacionais nas próximas décadas. Pequim e Moscou defendem abertamente mudanças na governança global, procuram fortalecer organizações como o BRICS e a Organização para Cooperação de Xangai e questionam a concentração de poder existente nas instituições criadas sob forte influência dos Estados Unidos e da Europa depois da Segunda Guerra Mundial. Para o Brasil, permanecer distante desse movimento seria um erro estratégico, não porque o país deva escolher entre Ocidente e Oriente, mas porque precisa estar presente nos espaços onde as regras do futuro estão sendo discutidas.
A formaçã...








