ISSN 2674-8053

Crimeia: entre a Ucrânia e a Rússia

Por Francesca e Giovana

A Crimeia é uma província semi autônoma da Ucrânia, localizada no sul do país. A população da Crimeia utiliza o idioma russo e estabelece mais relações com Moscou do que com Kiev, o que acaba por instaurar um cenário de instabilidade política na região. A Ucrânia começou a ter problemas internos quando voltou atrás em um acordo com a União Europeia. Tal ação teve influência russa, pois os russos não viam com bons olhos este acordo, já que os ucranianos eram seus principais parceiros comerciais no continente europeu. Com isso, grupos opositores a Viktor Yanukovich, presidente na época, iniciaram uma onda de protestos pelas ruas do país. Após alguns meses de tensão, Mykola Azarov, primeiro-ministro, renunciou ao cargo e pouco tempo depois, o Presidente Viktor  Yanukovich, fugiu para a Rússia, após os opositores tomarem conta da sede do governo. As regiões leste e sul, mais industrializadas e povoadas, abrigavam muitos russos, que acabaram se opondo aos manifestantes pró-Europa. A Crimeia foi a que vivenciou as maiores tensões e instabilidades, principalmente com a ação do governo de desoficializar o russo como língua local. O parlamento russo aprovou o pedido de envio feito por Vladimir Putin, para enviar tropas para a Ucrânia. Países da UE e os EUA, com o intuito de punir a Rússia, iniciaram uma política de articulação de um provável bloqueio econômico e/ou comercial com a mesma.

É importante mencionar que a Crimeia foi anexada pela Ucrânia em 1954, quando o líder sovietico Nikita Khrushchev cedeu-a em caráter amistoso. As ações militares russas foram regadas por um interesse econômico e comercial, pois a região se configura como uma grande via entre o Mar Negro e o Mar de Arzov, além de ser uma grande produtora de grãos e alimentos industrializados. Em contrapartida, a Europa e os EUA procuram diminuir a influência russa nas regiões formadas por países que faziam parte da antiga URSS.

Até hoje tratam a questão de Moscou ter entregado a península para a Ucrânia um equívoco, já que não houve qualquer consulta à população local. No entanto, um movimento reivindicando maior autonomia por parte de Kiev surgiu, e deu-se por assente que pertencia quase que definitivamente à Ucrânia. Logo depois, um plebiscito na região deu vitória a larga imagem de votos, que foi contestado pela Ucrânia, EUA, UE. Desde 2015, as forças armadas recebem treinamento da OTAN e ajuda militar dos EUA e mesmo assim não são consideradas um páreo para as forças russas. No entanto, a Rússia não tem intenções de agredir.

Ao analisar o exposto, pôde-se concluir que as razões que fizeram a Ucrânia ter interesse em retomar a Crimeia foram majoritariamente por interesses econômicos e comerciais. No entanto, trata-se de um conflito que precisa ser resolvido o mais rápido possível, já que afeta países e pessoas, além de afetar também a entrada da Ucrânia à OTAN, já que a Rússia está dificultando tal ingresso, e causar diversas disputas internas entre os envolvidos mesmo com o intuito de apaziguar a situação.

Até hoje tratam a questão de Moscou ter entregado a península para a Ucrânia um equívoco, já que não houve qualquer consulta à população local. No entanto, um movimento reivindicando maior autonomia por parte de Kiev surgiu, e deu-se por assente que pertencia quase que definitivamente à Ucrânia. Logo depois, um plebiscito na região deu vitória a larga imagem de votos, que foi contestado pela Ucrânia, EUA, UE. Desde 2015, as forças armadas recebem treinamento da OTAN e ajuda militar dos EUA e mesmo assim não são consideradas um páreo para as forças russas. No entanto, a Rússia não tem intenções de agredir.

Ao analisar o exposto, pôde-se concluir que as razões que fizeram a Ucrânia ter interesse em retomar a Crimeia foram majoritariamente por interesses econômicos e comerciais. No entanto, trata-se de um conflito que precisa ser resolvido o mais rápido possível, já que afeta países e pessoas, além de afetar também a entrada da Ucrânia à OTAN, já que a Rússia está dificultando tal ingresso, e causar diversas disputas internas entre os envolvidos mesmo com o intuito de apaziguar a situação.

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