ISSN 2674-8053

The foreign policy challenges of the Joe Biden Government

Presidente dos EUA Joe Biden

Upon completing his first month in office, President Joe Biden faces several challenges in international politics. The management of these challenges begins to reveal the new directions of the American foreign policy.

Coping with the multiple issues surrounding the US / China relationship is challenged by the incredible complexity of the issues, in addition to the lack of consensus in the government and the Democratic Party on what should be the focus of the US relationship with the Asian giant. There is a majority that defends the end of permanent political confrontation and the effort to disassociate economies (decoupling, in English term), position held by powerful economic groups that maintain huge interests in China. At the same time, muitos integrantes do partido Democrata defendem maior assertividade norte americana na defesa dos direitos humanos na China e maior cooperação no enfrentamento das causas do aquecimento global, o que pressionaria a China também no campo da preservação ambiental, em razão de sua matriz energética altamente poluente.

No military field, a completa liberdade de a√ß√£o norte-americana no Oceano Pac√≠fico, conquistada no p√≥s-guerra, continuar√° a ser desafiada pela crescente capacidade militar chinesa, especialmente sua marinha de guerra. In this sense, o cumprimento de mais uma das chamadas ‚ÄúOpera√ß√Ķes de Liberdade de Navega√ß√£o‚ÄĚ pelo Contratorpedeiro (Destroyer) USS John S McCain, logo na primeira semana do governo Biden, navegando pelo Estreito de Taiwan e pelo Mar do Sul da China, costeando as disputadas Ilhas do Arquip√©lago Paracel, mostra a disposi√ß√£o norte-americana de manter inabalada sua influ√™ncia militar na regi√£o.

But, encontrar o tom adequado da ret√≥rica e das a√ß√Ķes militares exigir√° habilidade. Por um lado, um aumento no tom de confronta√ß√£o militar poder√° deixar os aliados norte-americanos na √°rea emparedados pela armadilha da neutralidade, uma vez que seus la√ßos econ√īmicos com Beijing s√£o cada vez mais profundos. On the other hand, qualquer √™nfase em um ‚Äúreset‚ÄĚ na rela√ß√£o entre os dois pa√≠ses, que resulte em acomoda√ß√Ķes e concess√Ķes excessivas, acender√° um alerta em T√≥quio, Seul, Canberra e Nova D√©li, sem falar em Taipei, que poder√£o concluir que eles est√£o por sua pr√≥pria conta, acelerando ainda mais a j√° existente corrida armamentista na regi√£o.

Os problemas a enfrentar no Oriente M√©dio n√£o s√£o menores. Biden acaba de retirar o apoio norte-americano √† ofensiva saudita contra os Houthis no I√™men, interrompendo a venda de armas aos √°rabes, al√©m de revogar o ato do governo Trump, January this year, que designava aquele grupo como uma entidade terrorista. O governo norte-americano alegou raz√Ķes humanit√°rias para isso, uma vez que tal designa√ß√£o bloqueava uma s√©rie de ajudas √† popula√ß√£o iemenita, terrivelmente castigada pelo conflito que j√° se arrasta h√° seis anos e que j√° causou mais de 100 mil mortes. A ONU classifica a crise no I√™men como sendo a pior crise humanit√°ria do planeta, with about 80% de sua popula√ß√£o de 24 milh√Ķes de habitantes necessitando de ajuda, incluindo-se 12 milh√Ķes de crian√ßas.

√Č claro que os sauditas n√£o ficaram satisfeitos com a retirada do apoio. √Č interessante notar que a a√ß√£o militar do Reino no I√™men come√ßou em 2015, contando com a aprova√ß√£o do governo Obama, de quem Biden era vice-presidente. But, oficialmente, o Reino declarou estar comprometido na busca de uma solu√ß√£o pol√≠tica para o conflito, que na verdade √© mais um campo de sua disputa geopol√≠tica regional com o Ir√£, patrocinador dos Houthis.

Isso nos remete ao Ir√£, e sua complicad√≠ssima rela√ß√£o com os EUA. A Ag√™ncia Internacional de Energia At√īmica acaba de divulgar relat√≥rios alertando que o pa√≠s aumentou seus esfor√ßos de enriquecimento de ur√Ęnio, instalando centr√≠fugas novas e mais modernas em duas instala√ß√Ķes nucleares diferentes. Este fato mostra que o Ir√£ se afasta ainda mais do que havia sido pactuado no Acordo Nuclear de 2015, do qual o governo Trump se retirou em 2018. Com a volta das san√ß√Ķes econ√īmicas que haviam sido levantadas pelo acordo, o Ir√£ se sentiu liberado para descumprir abertamente os limites de enriquecimento de ur√Ęnio previstos no pacto.

E esse √© o n√≥ g√≥rdio que a administra√ß√£o Biden tem que desatar. Retomar o pacto nas condi√ß√Ķes anteriores talvez seja imposs√≠vel no momento. J√° um pacto em novas bases, mais favor√°vel aos interesses iranianos, deixariam os EUA em uma dif√≠cil situa√ß√£o com seus principais aliados na regi√£o, especialmente Israel.

Com tantos e t√£o complexos desafios, um desponta como preferencial em raz√£o da facilidade de atua√ß√£o, dado seu apelo mundial: a promo√ß√£o da agenda ambiental, de enfrentamento das mudan√ßas clim√°ticas e do aquecimento global. Creio ser por a√≠ que a administra√ß√£o Biden vai iniciar suas mais importantes a√ß√Ķes no campo internacional.

Paulo Roberto da Silva Gomes Filho
Army Cavalry Officer, graduated from the Military Academy of Agulhas Negras, in 1990. He was commander of the 11th Mechanized Cavalry Regiment, in Ponta Por√£ / MS; instructor at the Military Academy of Agulhas Negras, the School for the Improvement of Officers and the Army Command and Staff School.
Currently serves on the Ground Operations Command - RATE - in Brasília / DF.

Published articles are of personal opinion. Does not speak on behalf of the Army. The ideas expressed here are the result of his professional experience and the studies he carried out.