The BRICS as a rehearsal for the new Bretton Woods

Photo: Press Release / The Economist

2015 is a potentially important year for the Brazilian international positioning, was when the New Development Bank was created (https://www.ndb.int/) by the formed BRICS countries (Brazil, Russia, India, China and South Africa). The Bank came as an alternative to the already consolidated World Bank (https://www.worldbank.org/en/who-we-are/ibrd) and Inter-American Development Bank (https://www.iadb.org/pt/sobre-o-bid/visao-geral). Although the former is also under strong European influence, both are in a United States control sphere.

Broadly speaking, the Bank of the BRICS focuses on supporting the development of structural works, especially linked to infrastructure. On the other hand, tem também uma função política importante, ao mostrar ao mundo que os países dos BRICS estão dispostos a injetar recursos no Banco para que, na sequência, sejam redistribuídos aos países do grupo. Thereby, mostram uma disposição para cooperar e construir alternativas.

Agora o Banco entra numa nova fase, na qual novos países acionistas poderão se juntar. Cada país-membro poderá convidar até três novos acionistas, o que indica a vontade de crescimento político da proposta. A entrada de novos membros, mesmo não fazendo parte do BRICS, faz com participem de forma ativa numa nova estrutura de poder internacional. Ainda é cedo para dizer quais países quererão se juntar, mas está ficando claro que o movimento não é resumido a apenas essas três indicações iniciais.

Num momento de aumento das tensões globais em torno do macro-modelo de poder a prevalecer nas relações internacionais, todos esses movimentos são ensaios de ordenações. Os europeus estão fechados em seus desafios internos, buscando a manutenção do bloco, de forma a evitarem grandes engajamentos internacionais que podem levar a diferenças de posições entre seus membros. Os Estados Unidos, in its turn, têm apresentado uma liderança internacional errática nos últimos anos. A China tem ensaiado uma retomada de sua relevância global há anos e agora parece mais confiante em defender o que acredita ser o seu papel no mundo.

O resultado é o ensaio de uma estrutura global em que Estados Unidos lideram o modelo vigente e China se esforça para construir um modelo alternativo. Não chegaria a afirmar que viveremos uma nova Guerra Fria, só que com a substituição de um dos oponentes. Mas podemos dizer que vivemos um novo Bretton Woods (https://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=2247:catid=28&Itemid=23), na medida em que está aparecendo a oportunidade de recriação de um esforço de estruturação do sistema político-econômico global. Tensões militares latentes que podem desembocar em uma guerra propriamente dita parece improvável no momento, mas o enfraquecimento de instituições moldadoras da realidade internacional e o surgimento de outras mostram esse movimento em potencial.

BRICS e o Novo Banco de Desenvolvimento certamente não são instituições capazes de moldar uma nova estrutura de poder internacional, já que teriam que ser capazes de substituir as ainda importantes (ainda que decadentes em termos de capacidade de organização das relações internacionais) ONU e OMC. However, são ensaios de projeção de poder e que podem indicar o caminho para esse rearranjo global.

O Brasil está em uma posição de vantagem neste debate por ser um membro original dos BRIC (que tem o S da África do Sul anexado quase 10 anos depois do conceito). No momento, estamos desperdiçando essa vantagem e não dar a real importância ao grupo, transformando-o em um dos pilares reais de nossa política externa. Se não acordarmos logo para isso, poderá ser tarde demais.

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Post-Doctorate in Territorial Competitiveness and Creative Industries, by Dinâmia - Center for the Study of Socioeconomic Change, of the Higher Institute of Labor and Enterprise Sciences (ISCTE, Lisboa, Portugal). PhD in International Relations from the University of Brasília (2007), Master in Political Science from the University of São Paulo (2001) and Bachelor of International Relations from the Pontifical Catholic University of São Paulo (1998). He is currently the Head of International Office of ESPM.