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Vietnam

Terras raras e minerais críticos no centro da disputa global
África, Américas, Argentina, Ásia, Áustria, Bolívia, Brasil, Chile, China, Estados Unidos, Japão, Moçambique, Naníbia, Organizações Internacionais, República Democrática do Congo, União Europeia, Vietnam, Zimbábue

Terras raras e minerais críticos no centro da disputa global

Terras raras e minerais críticos tornaram-se o eixo silencioso da nova disputa global por poder, desenvolvimento e soberania tecnológica. Muito além de insumos industriais, esses recursos passaram a definir a capacidade de países produzirem semicondutores, carros elétricos, turbinas eólicas, equipamentos militares e sistemas de comunicação avançados. Em um mundo que acelera a transição energética e digital, o controle sobre lítio, cobalto, níquel, grafite e os 17 elementos conhecidos como terras raras tornou-se tão estratégico quanto o petróleo foi no século XX. A expressão “terras raras” pode sugerir escassez absoluta, mas o termo é enganoso. Esses elementos não são necessariamente raros na crosta terrestre; o desafio está em encontrá-los em concentrações economicamente viáveis e, sobr...
E o Vietnã, hein?
Ásia, Vietnam

E o Vietnã, hein?

Foto Henri Cartier-Bresson / Magnum Pouco tenho lido a respeito do Vietnã nos nossos meios de comunicação. Escolhi tratar dele quando li o artigo do “The Diplomat” deste mês, intitulado “Remembering Vietnam´s Great Famine”, de autoria da analista franco-vietnamita Christelle Nguyen. Contextualizando, O Banco de Investimentos “Goldman Sachs”, o mesmo que num estudo de 2001 do seu então economista-chefe, Jim O´Neil, intitulado “Building Better Global Economic BRICs”, formulou o conceito das economias emergentes que sucederiam as avançadas no protagonismo da globalização, lançou, em 2005, o conceito dos “Next Eleven”, o conjunto de onze países com potencial para figurar juntamente com os BRICS entre as maiores economias neste século. Os critérios adotados foram fatores como estabilid...
E la nave va… retorno ao mundo bipolar?
Ásia, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Myanmar, Singapura, Tailândia, Vietnam

E la nave va… retorno ao mundo bipolar?

Após oito anos de negociações, e por vídeo-conferência em razão da pandemia da COVID-19, treze países da Ásia e dois da Oceania firmaram, no dia 15 deste mês de novembro, a “Parceria Regional Econômica Abrangente”/RCEP. Por ela se comprometeram a alavancar as relações de livre-comércio na região da Ásia-Pacífico. O documento, que uniu os dez países–membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático/ASEAN- Indonésia, Malásia, Filipinas, Brunei, Camboja, Singapura, Laos, Myanmar, Tailândia e Vietnã - e os cinco parceiros da Área de Livre Comércio (ALC) da associação – China, Japão, Austrália, Nova Zelândia e Coreia do Sul – prevê a redução de tarifas e a abertura do comércio de serviços em todo o bloco. A Índia, que participou das negociações, decidiu não aderir nesta etapa pelas conseq...
Autoritarismo: a faca de dois gumes do Sudeste Asiático
Ásia, Bangladesh, Brunei, Camboja, China, Filipinas, Indonésia, Japão, Laos, Malásia, Myanmar, Singapura, Tailândia, Vietnam

Autoritarismo: a faca de dois gumes do Sudeste Asiático

PAD Demonstration. Sukhumvit Road. Bangkok. 20th October 2008. A palavra diversidade pode definir o Sudeste Asiático. São tantos dialetos, etnias, povos e religiões em apenas 4.100.000 km², que se torna consenso a singularidade da região e de todo o subcontinente. A China de Mao Zedong, é um padrão que se repete atualmente no Sudeste Asiático, quando o governo autoritário deu os primeiros passos para erradicar a miséria e homogeneizar a população criando os esteios da China contemporânea. O processo foi impulsionado por Deng Xiaoping, em 1979, ao iniciar o a abertura do país para o mundo. Como um espelho, o sudeste asiático, marcado por países tão culturalmente diferentes vem convergindo em um padrão intrigante: democracias frágeis, governos autoritários e o desenvolvimento geral da ...
O  Vietnã e o novo coronavírus
Ásia, Vietnam

O Vietnã e o novo coronavírus

O Vietnã apresentava diversos fatores que poderiam levar o coronavírus a uma crise de saúde pública, a começar pela extensa fronteira com a China, primeiro epicentro da pandemia, uma alta densidade populacional com baixa renda per capita e um sistema saúde precário. Entretanto, o país chamou a atenção da mídia internacional pela maestria que vem controlando o número de casos e principalmente, o número de mortos pela doença. Os primeiros casos no país ocorreram no final de janeiro, vindos dos países vizinhos. Logo, o governo interrompeu os voos vindos da China, Hong Kong e Taiwan e pouco tempo depois fechou todas as fronteiras. A medida rápida e precisa foi essencial para o sucesso do controle contra o vírus. O sistema de saúde frágil não permitiria que fossem comprados um grande número ...