A influência persistente e os limites da soberania na América Latina
A política externa recente dos Estados Unidos em relação à América Latina tem sido marcada por uma combinação de pressão diplomática, instrumentos econômicos e intervenções indiretas que, embora frequentemente justificadas em nome da democracia e da estabilidade, acabam por reforçar padrões históricos de dependência e limitar a autonomia dos países da região. Em vez de uma relação baseada em cooperação equilibrada, o que se observa é a continuidade de práticas que muitos analistas classificam como formas contemporâneas de ingerência, com impactos profundos sobre a capacidade dos Estados latino-americanos de conduzirem seus próprios destinos políticos e econômicos.
Nos últimos anos, Washington tem intensificado sua atuação em temas considerados estratégicos, como eleições, políticas ener...





