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Nicarágua

A influência persistente e os limites da soberania na América Latina
Américas, Cuba, Estados Unidos, Nicarágua, Venezuela

A influência persistente e os limites da soberania na América Latina

A política externa recente dos Estados Unidos em relação à América Latina tem sido marcada por uma combinação de pressão diplomática, instrumentos econômicos e intervenções indiretas que, embora frequentemente justificadas em nome da democracia e da estabilidade, acabam por reforçar padrões históricos de dependência e limitar a autonomia dos países da região. Em vez de uma relação baseada em cooperação equilibrada, o que se observa é a continuidade de práticas que muitos analistas classificam como formas contemporâneas de ingerência, com impactos profundos sobre a capacidade dos Estados latino-americanos de conduzirem seus próprios destinos políticos e econômicos. Nos últimos anos, Washington tem intensificado sua atuação em temas considerados estratégicos, como eleições, políticas ener...
O retorno da Doutrina Monroe em versão 2.0
Américas, Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Estados Unidos, Nicarágua

O retorno da Doutrina Monroe em versão 2.0

A política dos Estados Unidos para a Venezuela e para a América Latina nos últimos anos revela mais do que uma disputa ideológica com governos específicos. Ela indica a atualização de um princípio histórico da diplomacia americana: a ideia de que o hemisfério ocidental constitui uma zona de interesse estratégico prioritário, onde a presença de potências extra-regionais é vista como ameaça direta à segurança nacional dos EUA. Em pleno século XXI, a lógica que remete à Doutrina Monroe ressurge com novos contornos, novas ferramentas e novos protagonistas. Proclamada em 1823, a Doutrina Monroe estabelecia que qualquer intervenção europeia nas Américas seria interpretada como ato hostil contra os Estados Unidos. Ao longo do século XX, esse princípio foi reinterpretado diversas vezes, servind...
China avança com nova estratégia na América Latina e desafia domínio histórico dos Estados Unidos
Américas, Argentina, Ásia, Bolívia, China, Nicarágua, Venezuela

China avança com nova estratégia na América Latina e desafia domínio histórico dos Estados Unidos

A recente reconfiguração da política externa da China para a América Latina revela uma mudança de postura que vai muito além da diplomacia econômica. Em vez de priorizar unicamente o comércio e os investimentos bilaterais, Pequim adota agora uma estratégia mais ampla e institucionalizada para consolidar sua influência regional, aproveitando os espaços deixados por uma presença americana cada vez mais errática e reativa. O movimento é discreto, porém ambicioso: consolidar uma presença estrutural na região que sirva tanto aos interesses econômicos chineses quanto à sua projeção global como potência alternativa aos Estados Unidos. No centro dessa transformação está a ativação renovada do Fórum China–CELAC, mecanismo multilateral que reúne os países da América Latina e do Caribe sob uma age...
Influência chinesa na Nicarágua: uma parceria em expansão
Américas, Ásia, China, Nicarágua

Influência chinesa na Nicarágua: uma parceria em expansão

Nos últimos anos, a relação entre a Nicarágua e a China tem se intensificado, marcando uma era de investimentos significativos e uma influência crescente da nação asiática no país centro-americano. Esta parceria estratégica abrange diversos setores, desde infraestrutura até tecnologia, e tem implicações geopolíticas e econômicas que merecem uma análise detalhada. Um dos projetos mais ambiciosos e discutidos é o plano de construção de um canal interoceânico na Nicarágua, financiado por capitais chineses. Apesar dos desafios e das críticas relacionadas aos impactos ambientais e sociais, este projeto, liderado pela empresa chinesa HKND Group, promete transformar significativamente a economia e a infraestrutura do país. Além disso, ele representa um ponto de interesse estratégico para a Chi...
Nicarágua: o custo das sanções internacionais recai sobre a população
Nicarágua

Nicarágua: o custo das sanções internacionais recai sobre a população

Foto de Amnesty International Nicaragua é um país da América Central relativamente pouco conhecido pelos brasileiros. As poucas vezes que o país aparece na mídia brasileira é para falar (de forma superficial) de algum golpe ou desastre que ocorre no país. As últimas notícias mostram manifestações populares e a resposta repressiva do presidente nicaraguense Daniel Ortega. A visão apresentada é que se trata de um ditador autoritário num país instável. No entanto, mais do que uma conjuntura, existe ali uma questão mais estrutural: o país está pressionado economicamente em função das sanções e embargos que sofre. Em 1985 o presidente estadunidense Ronald Reagan declarou a Nicarágua uma ameaça à segurança nacional. O resultado foi a imposição de sanções comerciais e o banimento de voos co...