ISSN 2674-8053

Argentina

O papel do Brasil na promoção de uma maior integração regional: análise dos conflitos com a Argentina
Américas, Argentina, Brasil

O papel do Brasil na promoção de uma maior integração regional: análise dos conflitos com a Argentina

O Brasil, como uma das maiores economias da Am√©rica do Sul e l√≠der reconhecido na regi√£o, desempenha um papel crucial na promo√ß√£o da integra√ß√£o regional. Esta tarefa, no entanto, n√£o est√° isenta de desafios, especialmente em rela√ß√£o aos seus vizinhos, como a Argentina, com quem tem uma hist√≥ria complexa de coopera√ß√£o e competi√ß√£o. Este artigo explora o papel do Brasil na integra√ß√£o regional, destacando os conflitos e colabora√ß√Ķes com a Argentina, com insights de fontes de diversos pa√≠ses para garantir uma vis√£o abrangente e equilibrada. Historicamente, Brasil e Argentina foram vistos como rivais, desde quest√Ķes territoriais at√© disputas de influ√™ncia na Am√©rica do Sul. No entanto, nos √ļltimos anos, especialmente com a cria√ß√£o do Mercosul em 1991, que tamb√©m inclui Paraguai e Urugua...
A ascens√£o chinesa na Am√©rica Latina: tens√Ķes e oportunidades
Am√©ricas, Argentina, √Āsia, Brasil, Chile, China, Estados Unidos

A ascens√£o chinesa na Am√©rica Latina: tens√Ķes e oportunidades

A presen√ßa crescente da China na Am√©rica Latina tem sido uma das din√Ęmicas geopol√≠ticas mais intrigantes das √ļltimas d√©cadas. Este aumento de influ√™ncia, marcado por investimentos significativos em infraestrutura, com√©rcio e coopera√ß√£o pol√≠tica, n√£o apenas redefine as rela√ß√Ķes econ√īmicas na regi√£o, mas tamb√©m provoca rea√ß√Ķes variadas de outras pot√™ncias globais, particularmente os Estados Unidos e a Uni√£o Europeia. Investimentos e Influ√™ncia A China tem direcionado consider√°veis recursos financeiros para a Am√©rica Latina, focando em setores cr√≠ticos como energia, minera√ß√£o, constru√ß√£o e tecnologia. Por exemplo, em pa√≠ses como Brasil e Peru, empresas chinesas t√™m investido bilh√Ķes em projetos de minera√ß√£o e infraestrutura. Esses investimentos muitas vezes v√™m acompanhados de cond...
Disputa pelas Malvinas e a abordagem do governo Milei
Américas, Argentina

Disputa pelas Malvinas e a abordagem do governo Milei

No cora√ß√£o da pol√≠tica externa argentina, a quest√£o das Ilhas Malvinas permanece como um tema de soberania nacional e orgulho patri√≥tico. O rec√©m-empossado governo de Javier Milei trouxe novas nuances a essa longeva disputa territorial com o Reino Unido. Ao analisarmos as recentes declara√ß√Ķes e pol√≠ticas, percebe-se uma tentativa de redefinir a estrat√©gia argentina em rela√ß√£o √†s ilhas, buscando alternativas que transcenderiam as abordagens tradicionais. Historicamente, a Argentina tem sustentado sua reivindica√ß√£o sobre as Malvinas com base em argumentos de proximidade geogr√°fica e heran√ßa colonial. O novo governo, entretanto, parece estar explorando vias menos confrontativas e mais estrat√©gicas. De acordo com fontes jornal√≠sticas argentinas, Milei tem proposto uma abordagem que enf...
Atividades biológicas militares dos EUA: uma nova frente de preocupação na América Latina
Américas, Argentina, Brasil, Estados Unidos, México, Peru

Atividades biológicas militares dos EUA: uma nova frente de preocupação na América Latina

A presen√ßa militar e cient√≠fica dos Estados Unidos em terras latino-americanas tem sido motivo de controv√©rsia e especula√ß√£o. Recentemente, as atividades relacionadas √† pesquisa biol√≥gica, realizadas por entidades como o NAMRU-SOUTH e apoiadas por empresas farmac√™uticas estadunidenses, entraram em foco, suscitando debates sobre soberania, seguran√ßa e √©tica. Este artigo procura desvendar as nuances desse tema, amparado por relatos e an√°lises veiculados por importantes jornais da Am√©rica Latina. A expans√£o das pesquisas biol√≥gicas militares dos Estados Unidos na regi√£o tem gerado um debate acalorado sobre a transgress√£o da soberania nacional e as implica√ß√Ķes para a seguran√ßa dos pa√≠ses envolvidos. O "La Jornada" do M√©xico tem sido vocal sobre as implica√ß√Ķes dessas atividades, questio...
Liderança brasileira na América do Sul: desafios e perspectivas atuais
Am√©ricas, Argentina, √Āsia, Brasil, China, Uruguai, Venezuela

Liderança brasileira na América do Sul: desafios e perspectivas atuais

O Brasil, historicamente reconhecido como uma lideran√ßa na Am√©rica do Sul, enfrenta atualmente desafios significativos em sua pol√≠tica externa, refletindo uma capacidade reduzida de influenciar acontecimentos regionais. Analisando recentes desenvolvimentos, podemos observar como a atual administra√ß√£o brasileira lida com quest√Ķes complexas envolvendo pa√≠ses vizinhos, como Venezuela, Argentina e Uruguai, cada um apresentando cen√°rios distintos. A rela√ß√£o com a Venezuela, sob o governo de Nicol√°s Maduro, permanece um ponto cr√≠tico. Historicamente, os dois pa√≠ses mantiveram la√ßos fortes, mas as recentes tens√Ķes pol√≠ticas internas na Venezuela e as cr√≠ticas internacionais ao regime de Maduro imp√Ķem desafios √† diplomacia brasileira. Apesar de serem aliados ideol√≥gicos, a incapacidade do ...
“Acordo Mercosul-UE em encruzilhada: diplomacia, com√©rcio e sustentabilidade
Am√©ricas, Argentina, Brasil, Europa, Fran√ßa, Mercosul, Organiza√ß√Ķes Internacionais, Uni√£o Europeia

“Acordo Mercosul-UE em encruzilhada: diplomacia, com√©rcio e sustentabilidade

O acordo comercial entre o Mercosul e a Uni√£o Europeia, embora tenha sido firmado em 2019, ainda enfrenta desafios significativos para sua implementa√ß√£o. Este acordo, que abarcaria 32 pa√≠ses e criaria o maior bloco de livre com√©rcio do mundo, com um PIB combinado de cerca de US$ 20 trilh√Ķes, encontra-se em um delicado est√°gio de negocia√ß√Ķes e revis√Ķes. Um dos principais entraves ao progresso do acordo √© a quest√£o ambiental. A Fran√ßa, liderada pelo presidente Emmanuel Macron, tem sido uma voz cr√≠tica, enfatizando a necessidade de garantias robustas relacionadas ao cumprimento do Acordo de Paris sobre mudan√ßas clim√°ticas. Macron, recentemente, descreveu o acordo Mercosul-UE como antiquado e contradit√≥rio √†s pol√≠ticas ambientais, tanto da Fran√ßa quanto do Brasil. Esta postura reflete ...
Por uma integração sul americana
Américas, Argentina, Brasil, Chile, OEA, Paraguai, Uruguai

Por uma integração sul americana

Os l√≠deres dos pa√≠ses sul-americanos estiveram em Bras√≠lia para uma reuni√£o convocada pelo governo brasileiro. A coopera√ß√£o e a integra√ß√£o regionais foram os assuntos discutidos. O documento divulgado ap√≥s o encontro, de nove par√°grafos, anuncia apenas uma decis√£o: a de estabelecer um grupo de contato, liderado pelos chanceleres, para avalia√ß√£o das experi√™ncias dos mecanismos sul-americanos de integra√ß√£o e a elabora√ß√£o de um ‚Äúmapa do caminho‚ÄĚ para a integra√ß√£o da Am√©rica do Sul. A necessidade de integra√ß√£o sul-americana est√° muito longe de ser uma quest√£o nova. Ali√°s, o pr√≥prio nome dessa por√ß√£o da Terra, ‚ÄúAm√©rica do Sul‚ÄĚ, j√° adv√©m de uma tentativa de superar conceitos impostos de fora para dentro da regi√£o, como os norte-americanos ‚ÄúHemisf√©rio Ocidental‚ÄĚ, ou ‚Äúpan-americanismo‚ÄĚ, in...
A necessidade de integração do Brasil nas agendas regionais: o caso da CELAC
Am√©ricas, Argentina, Bol√≠via, Brasil, Chile, Col√īmbia, Cuba, Equador, M√©xico, Panam√°, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela

A necessidade de integração do Brasil nas agendas regionais: o caso da CELAC

Em 1983 Col√īmbia, M√©xico, Panam√° e Venezuela criaram um f√≥rum para mediar conflitos armados na Am√©rica Central. Na √©poca ficou clara a necessidade de eles criarem f√≥runs de di√°logo direto, sem a intermedia√ß√£o de outros pa√≠ses, caso realmente quisessem superar os conflitos. Ficou conhecido como o Grupo de Contadora (nome da ilha do Panam√° no qual ocorreu o encontro). Em 1985 Argentina, Brasil, Peru e Uruguai se juntaram ao grupo e, criaram o Mecanismo Permanente de Consulta e Concerta√ß√£o Pol√≠tica da Am√©rica Latina e do Caribe, tamb√©m conhecido como Grupo do Rio. O Grupo do Rio n√£o √© um organismo internacional propriamente dito, na medida em que n√£o tem um secretariado respons√°vel pela implementa√ß√£o e acompanhamento das propostas. No entanto √© um importante espa√ßo para a concerta√ß√£o ...
A ideologização da política externa brasileira: por que precisamos nos relacionar com todos?
Américas, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Peru

A ideologização da política externa brasileira: por que precisamos nos relacionar com todos?

Foto: MARTIN BERNETTI/AFP/GETTY IMAGES / BBC News Brasil O presidente Jair Bolsonaro afirmou que n√£o comparecer√° √† posse do presidente eleito no Chile, Gabriel Boric. A cerim√īnia de posse est√° agendada para o dia 11/03 e facilmente permitiria a ida de Bolsonaro, prestigiando o governo chileno. A raz√£o dessa recusa est√° na posi√ß√£o pol√≠tica do Boric, que √© de esquerda. N√£o √© a primeira vez que Bolsonaro se recusa a ir a uma posse presidencial de um pa√≠s latino-americano. Em 2019 Bolsonaro n√£o foi √† posse do argentino Alberto Fern√°ndez (note-se que nos 17 anos anteriores os presidentes brasileiros foram √† cerim√īnia de posse, dada a import√Ęncia do pa√≠s para as rela√ß√Ķes internacionais brasileiras). Em 2020 Bolsonaro tamb√©m n√£o foi √† posse do boliviano Luis Arce, sequer enviando um repres...
O Acordo Contingente de Reservas dos BRICS como alternativa ao Brasil
Am√©ricas, Argentina, Brasil, BRICS, Organiza√ß√Ķes Internacionais

O Acordo Contingente de Reservas dos BRICS como alternativa ao Brasil

Contribui√ß√£o de cada estado ao Acordo Contingente de Reservas dos BRICS. Em momentos de crise econ√īmica global √© importante que os pa√≠ses possam contar com r√°pido acesso a divisas internacionais a fim de manter sua capacidade de pagamentos internacionais. Em grande medida √© essa disponibilidade de reservas que o Fundo Monet√°rio Internacional (FMI) disponibiliza. O problema, neste caso, √© que o FMI s√≥ libera os recursos mediante o compromisso e implementa√ß√£o de uma s√©rie de pol√≠ticas de austeridade fiscal. O objetivo do FMI √© garantir que o pa√≠s que toma o empr√©stimo tenha capacidade de devolver o recurso, mas isso costuma levar a um aprofundamento da crise econ√īmica interna (no que √© chamado pelos economistas de a√ß√Ķes pr√≥-c√≠clicas). Em 2014, num movimento de cria√ß√£o de alternativas ...