ISSN 2674-8053

Argentina

Por uma integração sul americana
Américas, Argentina, Brasil, Chile, OEA, Paraguai, Uruguai

Por uma integração sul americana

Os l√≠deres dos pa√≠ses sul-americanos estiveram em Bras√≠lia para uma reuni√£o convocada pelo governo brasileiro. A coopera√ß√£o e a integra√ß√£o regionais foram os assuntos discutidos. O documento divulgado ap√≥s o encontro, de nove par√°grafos, anuncia apenas uma decis√£o: a de estabelecer um grupo de contato, liderado pelos chanceleres, para avalia√ß√£o das experi√™ncias dos mecanismos sul-americanos de integra√ß√£o e a elabora√ß√£o de um ‚Äúmapa do caminho‚ÄĚ para a integra√ß√£o da Am√©rica do Sul. A necessidade de integra√ß√£o sul-americana est√° muito longe de ser uma quest√£o nova. Ali√°s, o pr√≥prio nome dessa por√ß√£o da Terra, ‚ÄúAm√©rica do Sul‚ÄĚ, j√° adv√©m de uma tentativa de superar conceitos impostos de fora para dentro da regi√£o, como os norte-americanos ‚ÄúHemisf√©rio Ocidental‚ÄĚ, ou ‚Äúpan-americanismo‚ÄĚ, in...
A necessidade de integração do Brasil nas agendas regionais: o caso da CELAC
Am√©ricas, Argentina, Bol√≠via, Brasil, Chile, Col√īmbia, Cuba, Equador, M√©xico, Panam√°, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela

A necessidade de integração do Brasil nas agendas regionais: o caso da CELAC

Em 1983 Col√īmbia, M√©xico, Panam√° e Venezuela criaram um f√≥rum para mediar conflitos armados na Am√©rica Central. Na √©poca ficou clara a necessidade de eles criarem f√≥runs de di√°logo direto, sem a intermedia√ß√£o de outros pa√≠ses, caso realmente quisessem superar os conflitos. Ficou conhecido como o Grupo de Contadora (nome da ilha do Panam√° no qual ocorreu o encontro). Em 1985 Argentina, Brasil, Peru e Uruguai se juntaram ao grupo e, criaram o Mecanismo Permanente de Consulta e Concerta√ß√£o Pol√≠tica da Am√©rica Latina e do Caribe, tamb√©m conhecido como Grupo do Rio. O Grupo do Rio n√£o √© um organismo internacional propriamente dito, na medida em que n√£o tem um secretariado respons√°vel pela implementa√ß√£o e acompanhamento das propostas. No entanto √© um importante espa√ßo para a concerta√ß√£o ...
A ideologização da política externa brasileira: por que precisamos nos relacionar com todos?
Américas, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Peru

A ideologização da política externa brasileira: por que precisamos nos relacionar com todos?

Foto: MARTIN BERNETTI/AFP/GETTY IMAGES / BBC News Brasil O presidente Jair Bolsonaro afirmou que n√£o comparecer√° √† posse do presidente eleito no Chile, Gabriel Boric. A cerim√īnia de posse est√° agendada para o dia 11/03 e facilmente permitiria a ida de Bolsonaro, prestigiando o governo chileno. A raz√£o dessa recusa est√° na posi√ß√£o pol√≠tica do Boric, que √© de esquerda. N√£o √© a primeira vez que Bolsonaro se recusa a ir a uma posse presidencial de um pa√≠s latino-americano. Em 2019 Bolsonaro n√£o foi √† posse do argentino Alberto Fern√°ndez (note-se que nos 17 anos anteriores os presidentes brasileiros foram √† cerim√īnia de posse, dada a import√Ęncia do pa√≠s para as rela√ß√Ķes internacionais brasileiras). Em 2020 Bolsonaro tamb√©m n√£o foi √† posse do boliviano Luis Arce, sequer enviando um repres...
O Acordo Contingente de Reservas dos BRICS como alternativa ao Brasil
Am√©ricas, Argentina, Brasil, BRICS, Organiza√ß√Ķes Internacionais

O Acordo Contingente de Reservas dos BRICS como alternativa ao Brasil

Contribui√ß√£o de cada estado ao Acordo Contingente de Reservas dos BRICS. Em momentos de crise econ√īmica global √© importante que os pa√≠ses possam contar com r√°pido acesso a divisas internacionais a fim de manter sua capacidade de pagamentos internacionais. Em grande medida √© essa disponibilidade de reservas que o Fundo Monet√°rio Internacional (FMI) disponibiliza. O problema, neste caso, √© que o FMI s√≥ libera os recursos mediante o compromisso e implementa√ß√£o de uma s√©rie de pol√≠ticas de austeridade fiscal. O objetivo do FMI √© garantir que o pa√≠s que toma o empr√©stimo tenha capacidade de devolver o recurso, mas isso costuma levar a um aprofundamento da crise econ√īmica interna (no que √© chamado pelos economistas de a√ß√Ķes pr√≥-c√≠clicas). Em 2014, num movimento de cria√ß√£o de alternativas ...
Como os brit√Ęnicos veem seu papel no mundo em 2030 ‚Äď e como est√£o se preparando para exerc√™-lo
√Āfrica, Am√©ricas, Argentina, √Āsia, China, Europa, Nig√©ria, ONU, OTAN, Reino Unido

Como os brit√Ęnicos veem seu papel no mundo em 2030 ‚Äď e como est√£o se preparando para exerc√™-lo

O Reino Unido acaba de divulgar um documento cuja leitura considero muito importante, fundamental mesmo, para quem se disp√Ķe a compreender o jogo que as grandes pot√™ncias est√£o a disputar na arena internacional. Nele, s√£o apresentadas as revis√Ķes das pol√≠ticas integradas de defesa e seguran√ßa, rela√ß√Ķes internacionais e desenvolvimento da Gr√£-Bretanha [1]. O documento tem, na introdu√ß√£o, a vis√£o do Primeiro-Ministro Boris Johnson para o Reino Unido no ano de 2030. Em resumo, trata-se de uma vis√£o otimista sobre o papel de seu pa√≠s no mundo, que enxerga o Reino Unido como uma das mais influentes na√ß√Ķes do planeta, com uma economia forte e que, em raz√£o da √™nfase na ado√ß√£o de inova√ß√Ķes cient√≠ficas e tecnol√≥gicas, estar√° mais bem equipada para enfrentar um mundo ainda mais competi...
O acordo entre Uni√£o Europeia e o Mercosul
Alemanha, Am√©ricas, Argentina, Brasil, Europa, Mercosul, Organiza√ß√Ķes Internacionais, Paraguai, Uni√£o Europeia, Uruguai

O acordo entre Uni√£o Europeia e o Mercosul

Autores: Bruna Barrento e Maria Julia Zito No cen√°rio sulamericano, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) consiste em uma uni√£o aduaneira entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Nesse sentido, os integrantes desse acordo possuem tarifas externas comuns. Ao passo que no cen√°rio europeu, a Uni√£o Europeia consiste em uma uni√£o pol√≠tica e econ√īmica com livre circula√ß√£o de pessoas, servi√ßos e capitais entre 27 economias da Europa. Acrescenta-se que tais uni√Ķes configuram uma rela√ß√£o majoritariamente econ√īmica. Ademais, em 2019, a UE se apresentava como segundo maior parceiro comercial do Mercosul. Com isso, resolveu-se estabelecer uma macroestrutura para amparar a rela√ß√£o entre os dois blocos. Dessa forma desde 1999  iniciaram-se negocia√ß√Ķes acerca da elabora√ß√£o de um acordo que f...
Brasil perde espaço para China na América do Sul
Am√©ricas, Argentina, √Āsia, Brasil, China

Brasil perde espaço para China na América do Sul

Presidentes Jair Bolsonaro (Brasil) e Xi JinPing (China) O Brasil √© um pa√≠s com tamanho desproporcional em rela√ß√£o a seus vizinhos, especialmente em termos econ√īmicos. O resultado disto √© que o pa√≠s acaba desempenhando "naturalmente" uma for√ßa gravitacional, fazendo com que os demais pa√≠ses sul-americanos acabem tendo suas economias muito dependentes com a economia brasileira. Essa condi√ß√£o n√£o era diferente nem mesmo quando consider√°vamos a outra grande economia da regi√£o: Argentina. Historicamente os argetinos tinham no Brasil o maior destino de suas exporta√ß√Ķes. Em setembro e outubro de 2019 a China ocupou essa primazia, sendo o principal destino das exporta√ß√Ķes argentinas. Foi por uma diferen√ßa pequena e durou s√≥ esses dois meses, o que parecia ser algo transit√≥rio. Mas a rea...
A import√Ęncia das Ilhas Malvinas para o Brasil
Américas, Argentina, Brasil, Estados Unidos, Reino Unido

A import√Ęncia das Ilhas Malvinas para o Brasil

Mapa dae posicionamento das Ilhas Malvinas/Falklands No final de 2019 come√ßou a opera√ß√£o de uma rota a√©rea comercial entre S√£o Paulo e as Ilhas Malvinas. Esse v√īo n√£o √© simplesmente o lan√ßamento de mais uma rota para explora√ß√£o comercial, mas mais um passo ‚Äď quase que simb√≥lico ‚Äď sobre uma mudan√ßa importante que vem ocorrendo entre a Argentina e as Ilhas Malvinas (ou Falklands, a depender do ponto de vista). Durante os 12 anos dos governos N√©stor Kirchner e Cristina Fern√°ndez (2003 a 2015) a rela√ß√£o entre a Argentina e o Reino Unido, entorno das Malvinas/Flaklands era mais dependente da discuss√£o da soberania e da militariza√ß√£o crescente do Atl√Ęntico Sul. J√° sob o governo de Mauricio Macri houve uma tend√™ncia √† mudan√ßa desta forma de relacionamento. J√° em 2016 foi celebrado o acordo...
A derrota política do neoliberalismo na Argentina e o futuro brasileiro
Américas, Argentina, Brasil, Estudos

A derrota política do neoliberalismo na Argentina e o futuro brasileiro

A vit√≥ria de Alberto Fern√°ndez e Cristina Kirchner nas elei√ß√Ķes presidenciais da Argentina representou um enorme golpe para os movimentos de centro-direita na Am√©rica Latina. Entre os muitos artigos jornal√≠sticos da imprensa local e de an√°lises especializadas internacionais que circulam desde as elei√ß√Ķes prim√°rias na Argentina ‚Äď em agosto passado e que indicavam uma inevit√°vel derrota de Macri ‚Äď h√° um consenso em torno do fracasso econ√īmico do seu governo, sobretudo pela aumento da infla√ß√£o e endividamento p√ļblico. [1] O fato dos analistas vincularem a derrota de Macri a pol√≠ticas econ√īmicas neoliberais acende um alerta para o atual governo brasileiro que se apoia no radicalismo neoliberal como politica econ√īmica. O fracasso do neoliberalismo econ√īmico de Macri se deu apesar de ele se...