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China

Alternativas que disputam a ordem internacional
África, África do Sul, Américas, Ásia, Austrália, China, Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), Coréia do Sul, Estados Unidos, Europa, Índia, Japão, Nova Zelândia, Oceania, OCX, OPEP, Organizações Internacionais, Paquistão, Rússia, Sul Global, UEEA - União Econômica Euroasiática

Alternativas que disputam a ordem internacional

A tentativa de criar uma ordem internacional alternativa deixou de ser uma ideia difusa e ganhou corpo em arranjos concretos que se multiplicaram nas últimas duas décadas. O fio condutor é claro: reduzir a dependência de Washington e Bruxelas, diversificar centros de decisão e criar infraestrutura financeira, energética e logística que permita maior autonomia ao Sul Global. A Organização para Cooperação de Xangai, criada em 2001, é o emblema mais visível desse movimento porque combina segurança, política e economia numa mesma plataforma. Mas ela não está só. Em paralelo surgiram ou se fortaleceram blocos econômicos, bancos multilaterais fora do eixo tradicional, iniciativas de integração comercial asiática, redes políticas sul-sul e cartéis energéticos com capacidade de influenciar preços ...
A diplomacia do clima: como o meio ambiente virou questão geopolítica
Américas, Ásia, Brasil, China, Estados Unidos, Organizações Internacionais, União Europeia

A diplomacia do clima: como o meio ambiente virou questão geopolítica

As mudanças climáticas deixaram de ser um tema exclusivo de cientistas e ativistas ambientais. Hoje, o clima ocupa o centro da política internacional e se transformou em uma poderosa ferramenta de diplomacia, disputa por poder e reconfiguração das alianças globais. A emergência climática não é apenas um problema ambiental — ela é também uma questão econômica, estratégica e, acima de tudo, geopolítica. O principal fator dessa transformação é a transição energética. Países desenvolvidos e emergentes estão sendo pressionados — por seus próprios cidadãos, por mercados financeiros e por novos padrões internacionais — a abandonar combustíveis fósseis e adotar fontes renováveis. Esse processo cria novas cadeias de dependência, altera o equilíbrio entre exportadores e importadores de energia e ...
Ocx como alternativa que desafia o equilíbrio internacional
Ásia, China, Europa, Índia, Irã, Oriente Médio, Paquistão, Rússia

Ocx como alternativa que desafia o equilíbrio internacional

A Organização para Cooperação de Xangai (OCX) nasceu em 2001 como um arranjo regional entre China, Rússia e quatro países da Ásia Central. Naquele momento, seu objetivo era apenas administrar fronteiras e fortalecer a segurança diante de ameaças como terrorismo e separatismo. No entanto, ao longo de pouco mais de duas décadas, a OCX transformou-se em algo maior: um projeto que contesta o modelo de governança internacional centrado no Ocidente. Ao reunir hoje potências como China, Rússia, Índia, Paquistão e Irã, além de uma série de observadores e parceiros, o bloco passou a representar não só um fórum de diálogo, mas também um símbolo da busca por uma ordem multipolar. Essa transformação, porém, não se deu sem erros e contradições. Desde sua fundação, a OCX enfrenta o desafio de concili...
Chilli Beans abre mão do dólar em comércio com a China e sinaliza mudança global
Américas, Ásia, Brasil, China, Estados Unidos

Chilli Beans abre mão do dólar em comércio com a China e sinaliza mudança global

A decisão da Chilli Beans de realizar transações internacionais com a China sem o uso do dólar norte-americano marca um passo ousado na estratégia da empresa e ilustra uma tendência cada vez mais evidente no comércio global. O CEO anunciou que a partir de agora os negócios bilaterais serão feitos diretamente em yuan e real, evitando a conversão intermediária para a moeda dos Estados Unidos. Essa mudança reduz a exposição às variações cambiais do dólar e coloca a marca brasileira na vanguarda de um movimento que já é percebido entre países e empresas de diferentes continentes. A prática é viabilizada por mecanismos de compensação direta entre moedas nacionais, como acordos entre bancos centrais e a adesão a sistemas de pagamento internacionais alternativos ao SWIFT, como o CIPS, operado ...
Valores em disputa e o retorno dos particularismos
África, Ásia, China, Europa, Irã, OMC, ONU, Organizações Internacionais, Oriente Médio, Paquistão, Rússia, Sebegal, Uganda

Valores em disputa e o retorno dos particularismos

A ideia de que certos valores — como direitos humanos, democracia liberal e racionalidade científica — seriam universais e aplicáveis a todas as sociedades está sendo crescentemente desafiada por governos, movimentos e intelectuais em várias partes do mundo. A noção de universalismo, outrora sustentada como base moral da ordem internacional pós-Segunda Guerra Mundial, enfrenta uma contraofensiva discursiva e institucional que recoloca o particularismo cultural, religioso, nacional e civilizacional no centro das disputas globais. Essa inflexão não é apenas retórica: ela impacta diretamente o funcionamento das instituições multilaterais, a cooperação internacional e o próprio conceito de convivência entre diferentes modelos de sociedade. A emergência de narrativas alternativas ao universa...
Nacionalismo em ascensão revela tendência de desglobalização
África, Alemanha, Américas, Ásia, China, Estados Unidos, Etiópia, Europa, França, Índia, Reino Unido

Nacionalismo em ascensão revela tendência de desglobalização

O mundo vem atravessando uma onda articulada de nacionalismo, que não se restringe ao Ocidente, mas ressoa também na África e na Ásia, criando uma dinâmica que aponta para uma possível reversão do processo de globalização. Se no século XX houve movimentos importantes de afirmação nacional — na Europa pós‑Guerras Mundiais, na África em busca da descolonização, e na Índia durante sua luta por independência —, agora assistimos a uma nova fase, marcada por reações às crises econômicas, insegurança cultural e temores de perda de soberania diante de fluxos migratórios, tecnologia e acordos transnacionais. Em muitos países ocidentais, o nacionalismo voltou sob uma faceta do chamado “neo‑nacionalismo”: com discursos identitários, protecionistas e anti‑globalização. Exemplos como o Brexit no Rei...
Reconfiguração do poder global em tempos de multipolaridade
Arábia Saudita, Ásia, BRICS, China, Europa, G20, Índia, Indonésia, Irã, Organizações Internacionais, Oriente Médio, Rússia

Reconfiguração do poder global em tempos de multipolaridade

A ordem internacional está passando por uma transformação profunda, na qual a centralidade dos Estados Unidos e de seus aliados europeus vem sendo gradualmente substituída por uma lógica de equilíbrio entre múltiplos polos de poder. Esse processo, mais estrutural do que conjuntural, tem como protagonistas países como China, Índia, Rússia, Arábia Saudita, Irã e Indonésia, entre outros do chamado Sul Global. A disputa pelo novo desenho do poder global extrapola a geopolítica tradicional e se materializa em esferas como cadeias produtivas, moedas, tecnologia, sistemas de governança e até mesmo na formulação de valores e visões de mundo concorrentes. A ascensão da China é um dos pilares mais visíveis desse novo cenário. Pequim não apenas expandiu sua influência econômica e diplomática, como...
Tecnologia, vigilância e controle social: o dilema do progresso
Ásia, China, Emirados Árabes Unidos, Irã, Organizações Internacionais, Oriente Médio, União Europeia

Tecnologia, vigilância e controle social: o dilema do progresso

A promessa de que a tecnologia digital promoveria liberdade, transparência e inclusão foi, em boa medida, substituída por uma realidade marcada por vigilância difusa, controle de comportamento e poder algorítmico. A expansão da inteligência artificial, a coleta massiva de dados, os sistemas automatizados de decisão e as novas formas de censura e modulação de discurso compõem uma arquitetura de controle sem precedentes, cujos efeitos se manifestam tanto em democracias quanto em regimes autoritários. Mais do que uma revolução técnica, trata-se de uma transformação estrutural na forma como o poder é exercido, distribuído e legitimado no século XXI. Em regimes autoritários, como China, Irã e Emirados Árabes Unidos, o uso de tecnologias de vigilância digital é explícito e institucionalizado....
Por que a China investe tanto fora de casa?
Ásia, China

Por que a China investe tanto fora de casa?

Nos últimos vinte anos, a China tornou-se a maior investidora mundial em infraestrutura fora de suas fronteiras. Presente em mais de 150 países, com obras que vão de portos na Grécia a ferrovias no Quênia, a expansão chinesa no exterior chama atenção não apenas pela escala, mas pela consistência estratégica. Mas afinal, por que a China investe tanto fora de casa? A resposta está em uma combinação de interesses econômicos, projeção geopolítica, segurança energética e consolidação de sua influência global. A primeira razão é econômica. A China acumula, há décadas, superávits comerciais gigantescos. Isso significa que vende muito mais do que compra, e portanto acumula enormes reservas em moeda estrangeira, especialmente em dólares. Investir esses recursos no exterior torna-se uma forma de ...
Perda de influência dos EUA reacende disputa pelos valores globais
Alemanha, Américas, Ásia, China, Estados Unidos, Europa, França, Índia, OMC, ONU, Organizações Internacionais, Países Baixos

Perda de influência dos EUA reacende disputa pelos valores globais

A perda do poder de atração dos Estados Unidos assume hoje uma dimensão crítica, sinalizando uma virada histórica na disputa pelo soft power global. Durante décadas, o estilo de vida americano, seus valores democráticos e seu modelo cultural serviram de farol para grande parte do mundo. Agora, essa posição está fragilizada — e as consequências vão além das fronteiras americanas, jogando incertezas sobre quais princípios morais e políticos dominarão no cenário mundial. A erosão do soft power dos EUA reflete um fenômeno multifacetado. Internamente, desafios econômicos crônicos como o endividamento público, a desigualdade e uma crise de representatividade política enfraqueceram a imagem de um país confiável e atraente. Internacionalmente, a ascensão de outras potências — como China, Índia ...