ISSN 2674-8053

BRICS

Desafios e oportunidades: a essencial cooperação entre os países do BRICS
√Āfrica, √Āfrica do Sul, Am√©ricas, √Āsia, Brasil, BRICS, China, Europa, √ćndia, Organiza√ß√Ķes Internacionais, R√ļssia

Desafios e oportunidades: a essencial cooperação entre os países do BRICS

A import√Ęncia da coopera√ß√£o entre os pa√≠ses do BRICS ‚Äď Brasil, R√ļssia, √ćndia, China e √Āfrica do Sul ‚Äď tem sido um tema recorrente nas discuss√Ķes econ√īmicas e pol√≠ticas internacionais. Este artigo se aprofunda na necessidade de expandir a intera√ß√£o entre os membros nas esferas comercial, econ√īmica, financeira e monet√°ria, utilizando cita√ß√Ķes expl√≠citas de jornais dos pa√≠ses envolvidos, para destacar os poss√≠veis ganhos dessa aproxima√ß√£o. Segundo o "China Daily", a China v√™ no BRICS uma plataforma vital para a promo√ß√£o de um multilateralismo genu√≠no e a reforma da governan√ßa global. A coopera√ß√£o entre essas economias emergentes √© vista como um contraponto ao unilateralismo e √† prote√ß√£o econ√īmica predominantes no Ocidente. Isso reflete a vis√£o chinesa de que o fortalecimento dos la√ßos...
A reação dos BRICS à eleição em Portugal: Uma análise multifacetada
√Āfrica, √Āfrica do Sul, Am√©ricas, √Āsia, Brasil, BRICS, China, Europa, √ćndia, Organiza√ß√Ķes Internacionais, Portugal, R√ļssia

A reação dos BRICS à eleição em Portugal: Uma análise multifacetada

A recente virada pol√≠tica em Portugal, com a elei√ß√£o de um governo de centro-direita, tem despertado rea√ß√Ķes variadas ao redor do mundo, especialmente entre os pa√≠ses do BRICS (Brasil, R√ļssia, √ćndia, China e √Āfrica do Sul). Cada membro desse grupo de na√ß√Ķes emergentes tem sua pr√≥pria perspectiva sobre as mudan√ßas em Portugal e suas potenciais implica√ß√Ķes. Este artigo procura explorar e contrastar essas diversas vis√Ķes, citando fontes e declara√ß√Ķes oficiais. Brasil: O Brasil, com sua profunda liga√ß√£o hist√≥rica e cultural com Portugal, tem observado as elei√ß√Ķes com grande interesse. Segundo a "Folha de S.Paulo", "a vit√≥ria do centro-direita em Portugal suscita tanto oportunidades quanto desafios para o Brasil, abrindo caminhos para novas din√Ęmicas econ√īmicas, mas tamb√©m instigando pr...
A necessidade de reforma da Arquitetura Financeira Global
BRICS, FMI, Organiza√ß√Ķes Internacionais

A necessidade de reforma da Arquitetura Financeira Global

Encontro do G-20 (somados a Espanha e Holanda) em 2008 durante um encontro nos EUA. As constantes e cada vez mais impactantes crises financeiras que ocorrem desde as √ļltimas d√©cadas do s√©culo passado mostram que √© necess√°ria uma reforma da Arquitetura Financeira Global. Antes de entender o que isso significa, √© importante saber o que √© a arquitetura financeira global. A arquitetura financeira global pode ser definida como um conjunto de acordos internacionais e de institui√ß√Ķes internacionais que promove o fluxo internacional de capital com o objetivo de facilitar investimentos e financiar o com√©rcio internacional. √Č a consolida√ß√£o do trabalho coordenado (mesmo que de forma informal) de diferentes Acordos Multilaterais, Bancos Centrais e Organiza√ß√Ķes Intergovernamentais. Dentre as...
O Acordo Contingente de Reservas dos BRICS como alternativa ao Brasil
Am√©ricas, Argentina, Brasil, BRICS, Organiza√ß√Ķes Internacionais

O Acordo Contingente de Reservas dos BRICS como alternativa ao Brasil

Contribui√ß√£o de cada estado ao Acordo Contingente de Reservas dos BRICS. Em momentos de crise econ√īmica global √© importante que os pa√≠ses possam contar com r√°pido acesso a divisas internacionais a fim de manter sua capacidade de pagamentos internacionais. Em grande medida √© essa disponibilidade de reservas que o Fundo Monet√°rio Internacional (FMI) disponibiliza. O problema, neste caso, √© que o FMI s√≥ libera os recursos mediante o compromisso e implementa√ß√£o de uma s√©rie de pol√≠ticas de austeridade fiscal. O objetivo do FMI √© garantir que o pa√≠s que toma o empr√©stimo tenha capacidade de devolver o recurso, mas isso costuma levar a um aprofundamento da crise econ√īmica interna (no que √© chamado pelos economistas de a√ß√Ķes pr√≥-c√≠clicas). Em 2014, num movimento de cria√ß√£o de alternativas ...
A inserção brasileira nos blocos comerciais internacionais
Am√©ricas, Brasil, BRICS, Organiza√ß√Ķes Internacionais

A inserção brasileira nos blocos comerciais internacionais

Principais parceiros comerciais para cada estado do Brasil A integra√ß√£o global dos processos produtivos √© uma realidade j√° confirmada, mas ainda n√£o bem aproveitada pelo Brasil. Para se ter um exemplo atual da relev√Ęncia da integra√ß√£o dos pa√≠ses em blocos produtivos basta olhar o caso da Inglaterra. Com sua sa√≠da (que sequer est√° completa) da Uni√£o Europeia o que se v√™ √© o caos produtivo e de oferta de produtos. Faltam trabalhadores, mat√©ria-prima e produtos para serem consumidos no pa√≠s, que acreditou ter uma economia autossuficiente. Por mais que n√£o percebamos, cada produto que consumimos depende de a√ß√Ķes realizadas nos mais diversos lugares do mundo. A integra√ß√£o desse processo produtivo √© chamada de Cadeia Global de Valor, tendo diversas etapas produtivas at√© o produto final: e...
A fraca participação brasileira nos BRICS
BRICS, Organiza√ß√Ķes Internacionais

A fraca participação brasileira nos BRICS

L√≠deres dos BRICS na 13¬™ C√ļpula (foto Alamy) O in√≠cio de setembro marcou o anivers√°rio de 15 anos dos BRICS (Brasil, R√ļssia, √ćndia, China e √Āfrica do Sul), o que foi registrado na 13¬™ C√ļpula dos BRICS. O evento passou desapercebido pela maior parte da imprensa brasileira, o que demonstra a pouca relev√Ęncia que o bloco tem recebido por parte do governo brasileiro. Esse baixo interesse leva a uma grande perda de potencial para a pol√≠tica externa brasileira. Alguns n√ļmeros para ilustrar a relev√Ęncia dos BRICS para o mundo: os pa√≠ses que formam o bloco representam mais de 40% da popula√ß√£o mundial e quase 25% do PIB global . Al√©m destes n√ļmeros, tamb√©m chama a aten√ß√£o a diversidade geogr√°fica dos pa√≠ses-membros, com presen√ßa em todos os continentes. O bloco tem uma agenda importante, ...
Os BRICS e a vacina da Covid-19, mais uma chance perdida
Am√©ricas, √Āsia, Brasil, BRICS, China, Europa, √ćndia, Organiza√ß√Ķes Internacionais, R√ļssia

Os BRICS e a vacina da Covid-19, mais uma chance perdida

REUTERS FILE PHOTO A vacina√ß√£o para o Covid-19 est√° avan√ßando e o mundo come√ßa a respirar aliviado, mas ele esconde uma realidade muito mais dura e desigual no mundo em que vivemos. O acesso √†s vacinas, bem como sua produ√ß√£o, √© resultado de rela√ß√Ķes de poder que s√≥ refor√ßam a desigualdade que existe entre os pa√≠ses. Assim que ficou claro o tamanho do problema com o Covid-19, os pa√≠ses mais ricos iniciaram seus esfor√ßos para produ√ß√£o de vacinas e para a compra ou bloqueio antecipado das vacinas a serem produzidas. Para se ter uma ideia, at√© o final de 2020 esses pa√≠ses j√° haviam garantido 3,8 bilh√Ķes de doses. A quantidade comprada por pa√≠ses como Estados Unidos e pa√≠ses europeus superavam largamente a sua popula√ß√£o. S√≥ os EUA, por exemplo, compraram vacinas que superavam 5 doses por...
A √Āsia de Joe Biden
Am√©ricas, √Āsia, BRICS, China, Estados Unidos, √ćndia, Organiza√ß√Ķes Internacionais, Temas Globais

A √Āsia de Joe Biden

Joe Biden (Presidente dos EUA) e Xi Jinping (Presidente da China) em um encontro na China em 2013 - AP Photo Lintao Zhang A √Āsia tem sido tradicionalmente um enigma para as administra√ß√Ķes americanas, que encontram na regi√£o parceiros ‚Äď ou n√£o ‚Äď da dimens√£o de China, √ćndia, Jap√£o e Coreia do Sul, gigantes econ√īmicos cuja longa hist√≥ria compartilhada revela nuances e apresenta desafios que ultrapassam o ide√°rio simplista do Ocidente ‚ÄúTrump style‚ÄĚ. De sua parte, ao longo do s√©culo passado, os pa√≠ses asi√°ticos elegeram a seguran√ßa regional como prioridade no relacionamento com os Estados Unidos. Desde o t√©rmino da II Guerra, os americanos assumiram o compromisso de velar pela manuten√ß√£o da paz no leste do Pac√≠fico. Este compromisso √© antes de Estado que de governo, como comprova o ‚ÄúTaiw...
A respeito da China e o futuro da economia mundial
√Āsia, BRICS, China, Organiza√ß√Ķes Internacionais

A respeito da China e o futuro da economia mundial

O t√≠tulo da mat√©ria de Celso Ming, na edi√ß√£o de hoje do Estad√£o, √© ‚ÄúA China j√° √© a maior economia do mundo‚ÄĚ. Nada que os analistas informados ‚Äď e menos pr√©-conceituosos ‚Äď j√° n√£o tivessem como fato concreto: para eles, n√£o era ‚Äúse‚ÄĚ, mas ‚Äúquando‚ÄĚ isto aconteceria... Na realidade, o c√°lculo que levou Ming a fazer tal afirma√ß√£o teve como crit√©rio o ‚ÄúProduto Interno Bruto pela Paridade de Poder de Compra‚ÄĚ (PPC), ou seja, ‚Äúo quanto um pa√≠s pode comprar em bens e servi√ßos com sua moeda‚ÄĚ. Este par√Ęmetro j√° vem sendo utilizado, ali√°s, pelo Fundo Monet√°rio Internacional, pelo Banco Mundial e pela pr√≥pria ag√™ncia de intelig√™ncia americana, a CIA, para medir grandezas relacionadas √† renda. Para ele, este referencial reflete melhor a economia real do que dados como ‚ÄúPIB nominal‚ÄĚ, que computa a riq...
Os BRICS como um ensaio para o novo Bretton Woods
√Āfrica, √Āfrica do Sul, Am√©ricas, √Āsia, Brasil, BRICS, China, Europa, √ćndia, Organiza√ß√Ķes Internacionais, R√ļssia

Os BRICS como um ensaio para o novo Bretton Woods

Foto: Divulga√ß√£o/The Economist 2015 √© um ano potencialmente importante para o posicionamento internacional brasileiro, foi quando foi criado o Novo Banco de Desenvolvimento (https://www.ndb.int/) pelos pa√≠ses formados do BRICS (Brasil, R√ļssia, √ćndia, China e √Āfrica do Sul). O Banco veio como uma alternativa aos j√° consolidados Banco Mundial (https://www.worldbank.org/en/who-we-are/ibrd) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (https://www.iadb.org/pt/sobre-o-bid/visao-geral). Ainda que o primeiro tamb√©m esteja sob forte influ√™ncia europeia, ambos est√£o numa esfera de controle dos Estados Unidos. Em termos gerais, o Banco dos BRICS se foca no apoio ao desenvolvimento de obras estruturais, especialmente ligadas √† infraestrutura. Por outro lado, tem tamb√©m uma fun√ß√£o pol√≠tica import...