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A Ásia de Joe Biden
Américas, Ásia, BRICS, China, Estados Unidos, Índia, Organizações Internacionais, Temas Globais

A Ásia de Joe Biden

Joe Biden (Presidente dos EUA) e Xi Jinping (Presidente da China) em um encontro na China em 2013 - AP Photo Lintao Zhang A Ásia tem sido tradicionalmente um enigma para as administrações americanas, que encontram na região parceiros – ou não – da dimensão de China, Índia, Japão e Coreia do Sul, gigantes econômicos cuja longa história compartilhada revela nuances e apresenta desafios que ultrapassam o ideário simplista do Ocidente “Trump style”. De sua parte, ao longo do século passado, os países asiáticos elegeram a segurança regional como prioridade no relacionamento com os Estados Unidos. Desde o término da II Guerra, os americanos assumiram o compromisso de velar pela manutenção da paz no leste do Pacífico. Este compromisso é antes de Estado que de governo, como comprova o “Taiw...
A respeito da China e o futuro da economia mundial
Ásia, BRICS, China, Organizações Internacionais

A respeito da China e o futuro da economia mundial

O título da matéria de Celso Ming, na edição de hoje do Estadão, é “A China já é a maior economia do mundo”. Nada que os analistas informados – e menos pré-conceituosos – já não tivessem como fato concreto: para eles, não era “se”, mas “quando” isto aconteceria... Na realidade, o cálculo que levou Ming a fazer tal afirmação teve como critério o “Produto Interno Bruto pela Paridade de Poder de Compra” (PPC), ou seja, “o quanto um país pode comprar em bens e serviços com sua moeda”. Este parâmetro já vem sendo utilizado, aliás, pelo Fundo Monetário Internacional, pelo Banco Mundial e pela própria agência de inteligência americana, a CIA, para medir grandezas relacionadas à renda. Para ele, este referencial reflete melhor a economia real do que dados como “PIB nominal”, que computa a riq...
Os BRICS como um ensaio para o novo Bretton Woods
África, África do Sul, Américas, Ásia, Brasil, BRICS, China, Europa, Índia, Organizações Internacionais, Rússia

Os BRICS como um ensaio para o novo Bretton Woods

Foto: Divulgação/The Economist 2015 é um ano potencialmente importante para o posicionamento internacional brasileiro, foi quando foi criado o Novo Banco de Desenvolvimento (https://www.ndb.int/) pelos países formados do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O Banco veio como uma alternativa aos já consolidados Banco Mundial (https://www.worldbank.org/en/who-we-are/ibrd) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (https://www.iadb.org/pt/sobre-o-bid/visao-geral). Ainda que o primeiro também esteja sob forte influência europeia, ambos estão numa esfera de controle dos Estados Unidos. Em termos gerais, o Banco dos BRICS se foca no apoio ao desenvolvimento de obras estruturais, especialmente ligadas à infraestrutura. Por outro lado, tem também uma função política import...
Alinhar não é submeter – o estranho caso Brasil/Estados Unidos
Américas, Brasil, BRICS, Estados Unidos

Alinhar não é submeter – o estranho caso Brasil/Estados Unidos

President Donald J. Trump welcomes President Jair Bolsonaro of the Federative Republic of Brazil to the White House Tuesday, March 19, 2019 (Official White House Photo by Tia Dufour) Em diferentes ocasiões podemos ver como lideranças do governo brasileiro afirmam o alinhamento que buscam com os Estados Unidos. Do presidente Bolsonaro e seus filhos ao chanceler Ernesto Araújo, é possível ver declarações de como estamos alinhados e como isso trará benefícios ao país. Interessante notar que não conseguem expor quais benefícios teremos, reduzindo muito do discurso a uma visão ideológica superficial, na qual dizem que é a forma de evitar a esquerda. Muito deste posicionamento é resultante de uma visão mais limitada sobre o sistema internacional, percebendo os Estados dentro de uma dualid...
América Latina e BRICS: para onde o Brasil deve olhar
Américas, Brasil, BRICS, China, Estados Unidos

América Latina e BRICS: para onde o Brasil deve olhar

A política externa brasileira atual tem ocorrido erraticamente. Ainda que se defenda que ela busca novos alinhamentos, a verdade é que não tem uma linha clara, baseada na busca pelos interesses do país. Mas nem tudo é culpa da atual direção que é impressa à política externa, o mundo tem mudado e colocado novos desafios. Há muito a polaridade estruturante da Guerra Fria acabou. Desde então o mundo vem passando por importantes movimentos de reorganização das forças, forçando os Estados a buscarem posicionamentos políticos que lhes ofereçam mais retornos. Nos últimos 10 anos, em particular, essa busca por reordenamento do sistema internacional ficou ainda mais confusa. Hoje o dito sistema multilateral está mostrando limites cada vez maiores, ao mesmo tempo em que vemos algumas potências i...