ISSN 2674-8053

BRICS

A necessidade de reforma da Arquitetura Financeira Global
BRICS, FMI, Organiza√ß√Ķes Internacionais

A necessidade de reforma da Arquitetura Financeira Global

Encontro do G-20 (somados a Espanha e Holanda) em 2008 durante um encontro nos EUA. As constantes e cada vez mais impactantes crises financeiras que ocorrem desde as √ļltimas d√©cadas do s√©culo passado mostram que √© necess√°ria uma reforma da Arquitetura Financeira Global. Antes de entender o que isso significa, √© importante saber o que √© a arquitetura financeira global. A arquitetura financeira global pode ser definida como um conjunto de acordos internacionais e de institui√ß√Ķes internacionais que promove o fluxo internacional de capital com o objetivo de facilitar investimentos e financiar o com√©rcio internacional. √Č a consolida√ß√£o do trabalho coordenado (mesmo que de forma informal) de diferentes Acordos Multilaterais, Bancos Centrais e Organiza√ß√Ķes Intergovernamentais. Dentre as...
O Acordo Contingente de Reservas dos BRICS como alternativa ao Brasil
Am√©ricas, Argentina, Brasil, BRICS, Organiza√ß√Ķes Internacionais

O Acordo Contingente de Reservas dos BRICS como alternativa ao Brasil

Contribui√ß√£o de cada estado ao Acordo Contingente de Reservas dos BRICS. Em momentos de crise econ√īmica global √© importante que os pa√≠ses possam contar com r√°pido acesso a divisas internacionais a fim de manter sua capacidade de pagamentos internacionais. Em grande medida √© essa disponibilidade de reservas que o Fundo Monet√°rio Internacional (FMI) disponibiliza. O problema, neste caso, √© que o FMI s√≥ libera os recursos mediante o compromisso e implementa√ß√£o de uma s√©rie de pol√≠ticas de austeridade fiscal. O objetivo do FMI √© garantir que o pa√≠s que toma o empr√©stimo tenha capacidade de devolver o recurso, mas isso costuma levar a um aprofundamento da crise econ√īmica interna (no que √© chamado pelos economistas de a√ß√Ķes pr√≥-c√≠clicas). Em 2014, num movimento de cria√ß√£o de alternativas ...
A inserção brasileira nos blocos comerciais internacionais
Am√©ricas, Brasil, BRICS, Organiza√ß√Ķes Internacionais

A inserção brasileira nos blocos comerciais internacionais

Principais parceiros comerciais para cada estado do Brasil A integra√ß√£o global dos processos produtivos √© uma realidade j√° confirmada, mas ainda n√£o bem aproveitada pelo Brasil. Para se ter um exemplo atual da relev√Ęncia da integra√ß√£o dos pa√≠ses em blocos produtivos basta olhar o caso da Inglaterra. Com sua sa√≠da (que sequer est√° completa) da Uni√£o Europeia o que se v√™ √© o caos produtivo e de oferta de produtos. Faltam trabalhadores, mat√©ria-prima e produtos para serem consumidos no pa√≠s, que acreditou ter uma economia autossuficiente. Por mais que n√£o percebamos, cada produto que consumimos depende de a√ß√Ķes realizadas nos mais diversos lugares do mundo. A integra√ß√£o desse processo produtivo √© chamada de Cadeia Global de Valor, tendo diversas etapas produtivas at√© o produto final: e...
A fraca participação brasileira nos BRICS
BRICS, Organiza√ß√Ķes Internacionais

A fraca participação brasileira nos BRICS

L√≠deres dos BRICS na 13¬™ C√ļpula (foto Alamy) O in√≠cio de setembro marcou o anivers√°rio de 15 anos dos BRICS (Brasil, R√ļssia, √ćndia, China e √Āfrica do Sul), o que foi registrado na 13¬™ C√ļpula dos BRICS. O evento passou desapercebido pela maior parte da imprensa brasileira, o que demonstra a pouca relev√Ęncia que o bloco tem recebido por parte do governo brasileiro. Esse baixo interesse leva a uma grande perda de potencial para a pol√≠tica externa brasileira. Alguns n√ļmeros para ilustrar a relev√Ęncia dos BRICS para o mundo: os pa√≠ses que formam o bloco representam mais de 40% da popula√ß√£o mundial e quase 25% do PIB global . Al√©m destes n√ļmeros, tamb√©m chama a aten√ß√£o a diversidade geogr√°fica dos pa√≠ses-membros, com presen√ßa em todos os continentes. O bloco tem uma agenda importante, ...
Os BRICS e a vacina da Covid-19, mais uma chance perdida
Am√©ricas, √Āsia, Brasil, BRICS, China, Europa, √ćndia, Organiza√ß√Ķes Internacionais, R√ļssia

Os BRICS e a vacina da Covid-19, mais uma chance perdida

REUTERS FILE PHOTO A vacina√ß√£o para o Covid-19 est√° avan√ßando e o mundo come√ßa a respirar aliviado, mas ele esconde uma realidade muito mais dura e desigual no mundo em que vivemos. O acesso √†s vacinas, bem como sua produ√ß√£o, √© resultado de rela√ß√Ķes de poder que s√≥ refor√ßam a desigualdade que existe entre os pa√≠ses. Assim que ficou claro o tamanho do problema com o Covid-19, os pa√≠ses mais ricos iniciaram seus esfor√ßos para produ√ß√£o de vacinas e para a compra ou bloqueio antecipado das vacinas a serem produzidas. Para se ter uma ideia, at√© o final de 2020 esses pa√≠ses j√° haviam garantido 3,8 bilh√Ķes de doses. A quantidade comprada por pa√≠ses como Estados Unidos e pa√≠ses europeus superavam largamente a sua popula√ß√£o. S√≥ os EUA, por exemplo, compraram vacinas que superavam 5 doses por...
A √Āsia de Joe Biden
Am√©ricas, √Āsia, BRICS, China, Estados Unidos, √ćndia, Organiza√ß√Ķes Internacionais, Temas Globais

A √Āsia de Joe Biden

Joe Biden (Presidente dos EUA) e Xi Jinping (Presidente da China) em um encontro na China em 2013 - AP Photo Lintao Zhang A √Āsia tem sido tradicionalmente um enigma para as administra√ß√Ķes americanas, que encontram na regi√£o parceiros ‚Äď ou n√£o ‚Äď da dimens√£o de China, √ćndia, Jap√£o e Coreia do Sul, gigantes econ√īmicos cuja longa hist√≥ria compartilhada revela nuances e apresenta desafios que ultrapassam o ide√°rio simplista do Ocidente ‚ÄúTrump style‚ÄĚ. De sua parte, ao longo do s√©culo passado, os pa√≠ses asi√°ticos elegeram a seguran√ßa regional como prioridade no relacionamento com os Estados Unidos. Desde o t√©rmino da II Guerra, os americanos assumiram o compromisso de velar pela manuten√ß√£o da paz no leste do Pac√≠fico. Este compromisso √© antes de Estado que de governo, como comprova o ‚ÄúTaiw...
A respeito da China e o futuro da economia mundial
√Āsia, BRICS, China, Organiza√ß√Ķes Internacionais

A respeito da China e o futuro da economia mundial

O t√≠tulo da mat√©ria de Celso Ming, na edi√ß√£o de hoje do Estad√£o, √© ‚ÄúA China j√° √© a maior economia do mundo‚ÄĚ. Nada que os analistas informados ‚Äď e menos pr√©-conceituosos ‚Äď j√° n√£o tivessem como fato concreto: para eles, n√£o era ‚Äúse‚ÄĚ, mas ‚Äúquando‚ÄĚ isto aconteceria... Na realidade, o c√°lculo que levou Ming a fazer tal afirma√ß√£o teve como crit√©rio o ‚ÄúProduto Interno Bruto pela Paridade de Poder de Compra‚ÄĚ (PPC), ou seja, ‚Äúo quanto um pa√≠s pode comprar em bens e servi√ßos com sua moeda‚ÄĚ. Este par√Ęmetro j√° vem sendo utilizado, ali√°s, pelo Fundo Monet√°rio Internacional, pelo Banco Mundial e pela pr√≥pria ag√™ncia de intelig√™ncia americana, a CIA, para medir grandezas relacionadas √† renda. Para ele, este referencial reflete melhor a economia real do que dados como ‚ÄúPIB nominal‚ÄĚ, que computa a riq...
Os BRICS como um ensaio para o novo Bretton Woods
√Āfrica, √Āfrica do Sul, Am√©ricas, √Āsia, Brasil, BRICS, China, Europa, √ćndia, Organiza√ß√Ķes Internacionais, R√ļssia

Os BRICS como um ensaio para o novo Bretton Woods

Foto: Divulga√ß√£o/The Economist 2015 √© um ano potencialmente importante para o posicionamento internacional brasileiro, foi quando foi criado o Novo Banco de Desenvolvimento (https://www.ndb.int/) pelos pa√≠ses formados do BRICS (Brasil, R√ļssia, √ćndia, China e √Āfrica do Sul). O Banco veio como uma alternativa aos j√° consolidados Banco Mundial (https://www.worldbank.org/en/who-we-are/ibrd) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (https://www.iadb.org/pt/sobre-o-bid/visao-geral). Ainda que o primeiro tamb√©m esteja sob forte influ√™ncia europeia, ambos est√£o numa esfera de controle dos Estados Unidos. Em termos gerais, o Banco dos BRICS se foca no apoio ao desenvolvimento de obras estruturais, especialmente ligadas √† infraestrutura. Por outro lado, tem tamb√©m uma fun√ß√£o pol√≠tica import...
Alinhar não é submeter Рo estranho caso Brasil/Estados Unidos
Américas, Brasil, BRICS, Estados Unidos

Alinhar não é submeter Рo estranho caso Brasil/Estados Unidos

President Donald J. Trump welcomes President Jair Bolsonaro of the Federative Republic of Brazil to the White House Tuesday, March 19, 2019 (Official White House Photo by Tia Dufour) Em diferentes ocasi√Ķes podemos ver como lideran√ßas do governo brasileiro afirmam o alinhamento que buscam com os Estados Unidos. Do presidente Bolsonaro e seus filhos ao chanceler Ernesto Ara√ļjo, √© poss√≠vel ver declara√ß√Ķes de como estamos alinhados e como isso trar√° benef√≠cios ao pa√≠s. Interessante notar que n√£o conseguem expor quais benef√≠cios teremos, reduzindo muito do discurso a uma vis√£o ideol√≥gica superficial, na qual dizem que √© a forma de evitar a esquerda. Muito deste posicionamento √© resultante de uma vis√£o mais limitada sobre o sistema internacional, percebendo os Estados dentro de uma dualid...
América Latina e BRICS: para onde o Brasil deve olhar
Américas, Brasil, BRICS, China, Estados Unidos

América Latina e BRICS: para onde o Brasil deve olhar

A pol√≠tica externa brasileira atual tem ocorrido erraticamente. Ainda que se defenda que ela busca novos alinhamentos, a verdade √© que n√£o tem uma linha clara, baseada na busca pelos interesses do pa√≠s. Mas nem tudo √© culpa da atual dire√ß√£o que √© impressa √† pol√≠tica externa, o mundo tem mudado e colocado novos desafios. H√° muito a polaridade estruturante da Guerra Fria acabou. Desde ent√£o o mundo vem passando por importantes movimentos de reorganiza√ß√£o das for√ßas, for√ßando os Estados a buscarem posicionamentos pol√≠ticos que lhes ofere√ßam mais retornos. Nos √ļltimos 10 anos, em particular, essa busca por reordenamento do sistema internacional ficou ainda mais confusa. Hoje o dito sistema multilateral est√° mostrando limites cada vez maiores, ao mesmo tempo em que vemos algumas pot√™ncias i...