A Alemanha está voltando ao jogo das grandes potências
Durante mais de três décadas, a Alemanha viveu uma situação excepcional para uma potência de seu tamanho. Era a maior economia da Europa, uma das maiores exportadoras do mundo e o principal centro industrial do continente, mas podia se comportar internacionalmente como se não precisasse assumir integralmente os custos políticos e militares correspondentes a esse poder. Comprava energia relativamente barata da Rússia, vendia automóveis, máquinas e produtos químicos para a China, utilizava o enorme mercado integrado da União Europeia e permanecia protegida pela aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Esse modelo está desaparecendo. A ruptura energética com Moscou, a transformação da China de mercado em concorrente e a crescente incerteza sobre a disposição norte-americana de sustentar...








