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Índia

O Sul Global existe quando seus interesses são tão diferentes?
África, África do Sul, Américas, Ásia, Brasil, Europa, Índia, Rússia

O Sul Global existe quando seus interesses são tão diferentes?

O Sul Global tornou-se uma das expressões mais utilizadas para explicar a transformação da política internacional. Brasil, Índia, China, África do Sul, Indonésia, Arábia Saudita, Nigéria e dezenas de outros países aparecem reunidos sob uma mesma categoria que procura representar o deslocamento gradual do poder econômico e político para além do núcleo tradicional formado pelos Estados Unidos, Europa e Japão. O problema é que esses países possuem interesses, regimes políticos, níveis de desenvolvimento e prioridades estratégicas profundamente diferentes. A pergunta, portanto, tornou-se inevitável: o Sul Global realmente existe? A resposta depende do que esperamos encontrar. Se procurarmos uma aliança organizada, com objetivos comuns e disposição para agir coletivamente, provavelmente n...
A multipolaridade chegou mas ninguém sabe como administrá-la
Américas, Ásia, Brasil, China, Europa, França, Índia, Rússia

A multipolaridade chegou mas ninguém sabe como administrá-la

A transformação mais importante da política internacional contemporânea talvez não seja a ascensão da China, o enfraquecimento relativo dos Estados Unidos ou o crescimento do chamado Sul Global. É a combinação desses movimentos em um sistema no qual nenhum país consegue estabelecer sozinho as regras, mas tampouco existe um grupo suficientemente coeso para substituí-las. A multipolaridade deixou de ser uma previsão sobre o futuro e passou a fazer parte do presente. O problema é que o mundo aprendeu a distribuir poder antes de aprender a administrá-lo. Durante muito tempo, falar em multipolaridade significava imaginar o surgimento de novos centros de poder capazes de reduzir a predominância norte-americana. Essa transformação aconteceu. China, Índia, Rússia, Brasil, Turquia, Arábia Saudit...
A nova fronteira invisível da desigualdade digital
Américas, Ásia, Brasil, Chile, China, Índia, México, Organizações Internacionais, Sul Global

A nova fronteira invisível da desigualdade digital

A crescente pressão de países desenvolvidos para regulamentar a inteligência artificial tem sido apresentada como um esforço necessário para garantir segurança, ética e transparência no uso dessas tecnologias. No entanto, por trás desse discurso normativo, emerge uma dinâmica mais profunda e menos debatida: a utilização da regulação como instrumento de poder, capaz de reorganizar hierarquias globais e consolidar uma nova forma de dependência tecnológica. Para o Sul Global, esse movimento pode representar não apenas exclusão digital, mas a consolidação de uma espécie de colonização digital moderna. A lógica é sutil, mas eficaz. Ao estabelecer padrões técnicos, requisitos de governança e critérios de certificação altamente complexos, os países mais avançados em tecnologia criam barreiras ...
O eixo emergente do Sul Global contra a hegemonia americana
África, Américas, Ásia, Brasil, BRICS, China, Egito, Etiópia, Europa, Índia, Irã, Nigéria, Organizações Internacionais, Oriente Médio, Rússia

O eixo emergente do Sul Global contra a hegemonia americana

A aproximação entre China, Rússia, Irã e um conjunto crescente de países da Ásia, África e América Latina não é apenas uma soma de acordos bilaterais dispersos. Ela revela a tentativa de construção de um eixo político e econômico alternativo à ordem internacional liderada pelos Estados Unidos desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Ainda que esse movimento não se apresente como uma aliança formal nos moldes da Guerra Fria, seus contornos indicam a formação de um campo de cooperação estratégica que desafia, direta ou indiretamente, a hegemonia americana. O símbolo mais visível dessa articulação é a expansão do grupo dos BRICS. Originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o bloco passou a incorporar novos membros do Oriente Médio e da África, ampliando seu peso e...
A transição energética que pode desestabilizar o mundo
Alemanha, Américas, Arábia Saudita, Argentina, Ásia, Bolívia, Chile, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Europa, Índia, Irã, Japão, Organizações Internacionais, Oriente Médio, Rússia, União Europeia, Venezuela

A transição energética que pode desestabilizar o mundo

A transição energética promovida pelas potências ocidentais é apresentada como uma necessidade histórica para enfrentar a mudança climática, mas também carrega riscos que vão muito além do debate ambiental. Ao redesenhar cadeias produtivas globais, alterar fluxos de poder econômico e redefinir o valor estratégico de recursos naturais, essas políticas podem gerar novas formas de instabilidade internacional. A substituição dos combustíveis fósseis por tecnologias renováveis promete reduzir emissões, mas ao mesmo tempo pode abrir novas disputas geopolíticas, pressionar economias dependentes de petróleo e gás e criar dependências industriais que ainda estão longe de serem resolvidas. Nos últimos anos, Washington e Bruxelas passaram a investir massivamente em políticas de incentivo à transiç...
Índia e União Europeia avançam e expõem a lentidão do Mercosul
Ásia, Índia, Mercosul, Organizações Internacionais, União Europeia

Índia e União Europeia avançam e expõem a lentidão do Mercosul

A cúpula entre a Índia e a União Europeia, realizada em 27 de janeiro, com encontros em Bruxelas e Nova Délhi, sinalizou um movimento político de grande impacto no comércio internacional. Após anos de negociações complexas e intermitentes, o diálogo caminha para um anúncio político de acordo comercial que, mesmo antes de sua implementação formal, já começa a redesenhar o mapa de preferências econômicas da Europa e a pressionar outros parceiros, em especial o Mercosul, a acelerar processos que permanecem travados. O entendimento Índia–UE não surgiu de forma repentina. Trata-se de uma negociação longa, marcada por divergências em temas sensíveis como tarifas industriais, acesso a mercados agrícolas, propriedade intelectual, regras ambientais e mobilidade de profissionais. Ainda assim, o a...
Potências médias sob pressão no Indo-Pacífico enfrentam o dilema do alinhamento estratégico
Américas, Ásia, Austrália, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Europa, Filipinas, Índia, Japão, Malásia, Oceania, Organizações Internacionais, Rússia, Tailândia, União Europeia

Potências médias sob pressão no Indo-Pacífico enfrentam o dilema do alinhamento estratégico

O redesenho da arquitetura de segurança no Indo-Pacífico, liderado principalmente pelos Estados Unidos e seus aliados, tem colocado potências médias da região diante de uma encruzilhada estratégica. Na medida em que o ambiente geopolítico se polariza entre blocos rivais — de um lado, o Ocidente organizado em alianças flexíveis de “baixa geometria” e, de outro, a contra-arquitetura sino-russa — países como Índia, Indonésia, Vietnã, Coreia do Sul, Malásia e Filipinas enfrentam uma pressão crescente para se posicionar. O antigo espaço para políticas externas multivetoriais, que equilibravam pragmatismo econômico e autonomia política, vem se estreitando diante da exigência de alinhamentos cada vez mais explícitos. Essas potências médias exercem papel estratégico por diferentes razões: local...
China e Rússia constroem uma arquitetura de segurança paralela para desafiar a ordem liderada pelo Ocidente
Ásia, Cazaquistão, China, Europa, Índia, Irã, Oriente Médio, Paquistão, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão, Uzbequistão

China e Rússia constroem uma arquitetura de segurança paralela para desafiar a ordem liderada pelo Ocidente

À medida que Estados Unidos, OTAN e União Europeia consolidam uma teia de alianças flexíveis na Ásia-Pacífico com o objetivo de conter a ascensão chinesa e russa, um movimento contrário se desenha com nitidez crescente. Moscou e Pequim, historicamente desconfiadas uma da outra, vêm construindo uma arquitetura de segurança própria, informal, mas ambiciosa, que visa contestar o domínio geoestratégico ocidental e oferecer uma alternativa ao modelo euro-atlântico. Trata-se de um esforço articulado, ainda que não declarado, de erguer uma ordem paralela baseada em multipolaridade, soberania estatal e rejeição ao que classificam como “intervencionismo hegemônico”. Essa arquitetura emergente apoia-se em três pilares principais: aprofundamento das relações bilaterais sino-russas, uso estratégico...
O novo cerco ocidental no Indo-Pacífico reorganiza o tabuleiro geopolítico da Ásia
Américas, Ásia, Austrália, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Europa, Índia, Japão, Oceania, Organizações Internacionais, OTAN, Reino Unido, Rússia, União Europeia

O novo cerco ocidental no Indo-Pacífico reorganiza o tabuleiro geopolítico da Ásia

A presença militar do Ocidente na região Ásia-Pacífico vem se intensificando de maneira estratégica e silenciosa. Em vez de repetir o modelo clássico da Guerra Fria, baseado em alianças rígidas e compromissos mútuos de defesa, os Estados Unidos, a OTAN e a União Europeia têm apostado numa nova arquitetura de segurança: um emaranhado de parcerias bilaterais e grupos minilaterais, com formatos flexíveis e objetivos de curto prazo. Essa estrutura, conhecida nos meios diplomáticos como “arquitetura de segurança de baixa geometria”, busca conter o avanço da China e da Rússia na região, enquanto reconfigura o equilíbrio de forças do Indo-Pacífico com base em coalizões ad hoc e cooperações militares fragmentadas. Esse modelo de “baixa geometria” rompe com os padrões institucionais tradicionais...
A emergência de novas vozes no Sul global desafia o sistema internacional tradicional
Américas, Ásia, Banco Mundial, Bangladesh, Chile, Colômbia, FMI, G20, Índia, ONU, Organizações Internacionais, Peru, Quênia, Sul Global

A emergência de novas vozes no Sul global desafia o sistema internacional tradicional

Movimentos sociais, protestos populares e lideranças juvenis em países do Sul global têm se tornado protagonistas de transformações políticas e sociais significativas, desafiando o monopólio das potências tradicionais na definição da agenda internacional. Em 2025, manifestações na África, no Oriente Médio, na Ásia e na América Latina mostram que a política internacional já não se limita aos governos e às grandes potências: ela é cada vez mais influenciada por atores locais que reivindicam participação, justiça social e soberania. Embora historicamente as decisões globais tenham sido concentradas nas mãos de países do Norte — especialmente após a Segunda Guerra Mundial — os últimos anos mostraram o surgimento de uma dinâmica distinta. A juventude urbana, os movimentos feministas, os cole...