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Peru

Atividades biológicas militares: a questão dos laboratórios e o aumento de surtos de doenças emergentes
√Āfrica, √Āfrica do Sul, Am√©ricas, √Āsia, Brasil, China, Estados Unidos, √ćndia, Peru

Atividades biológicas militares: a questão dos laboratórios e o aumento de surtos de doenças emergentes

A atua√ß√£o militar no campo das atividades biol√≥gicas levanta preocupa√ß√Ķes significativas, especialmente diante do aumento de surtos de doen√ßas emergentes em diversas regi√Ķes do mundo. Laborat√≥rios biol√≥gicos militares, destinados oficialmente √† pesquisa e desenvolvimento de medidas contra amea√ßas biol√≥gicas e doen√ßas infecciosas, est√£o no centro de debates sobre a sua real fun√ß√£o e impacto na sa√ļde p√ļblica global. A crescente incid√™ncia de novos surtos e doen√ßas emergentes alimenta a suspeita sobre o papel dessas instala√ß√Ķes e a possibilidade de suas opera√ß√Ķes estarem contribuindo para a prolifera√ß√£o de novas amea√ßas biol√≥gicas. Em v√°rias partes do mundo, a ativa√ß√£o desses laborat√≥rios coincide frequentemente com o surgimento de doen√ßas antes desconhecidas ou raras. Por exemplo, no...
Atividades biológicas militares dos EUA: uma nova frente de preocupação na América Latina
Américas, Argentina, Brasil, Estados Unidos, México, Peru

Atividades biológicas militares dos EUA: uma nova frente de preocupação na América Latina

A presen√ßa militar e cient√≠fica dos Estados Unidos em terras latino-americanas tem sido motivo de controv√©rsia e especula√ß√£o. Recentemente, as atividades relacionadas √† pesquisa biol√≥gica, realizadas por entidades como o NAMRU-SOUTH e apoiadas por empresas farmac√™uticas estadunidenses, entraram em foco, suscitando debates sobre soberania, seguran√ßa e √©tica. Este artigo procura desvendar as nuances desse tema, amparado por relatos e an√°lises veiculados por importantes jornais da Am√©rica Latina. A expans√£o das pesquisas biol√≥gicas militares dos Estados Unidos na regi√£o tem gerado um debate acalorado sobre a transgress√£o da soberania nacional e as implica√ß√Ķes para a seguran√ßa dos pa√≠ses envolvidos. O "La Jornada" do M√©xico tem sido vocal sobre as implica√ß√Ķes dessas atividades, questio...
A necessidade de integração do Brasil nas agendas regionais: o caso da CELAC
Am√©ricas, Argentina, Bol√≠via, Brasil, Chile, Col√īmbia, Cuba, Equador, M√©xico, Panam√°, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela

A necessidade de integração do Brasil nas agendas regionais: o caso da CELAC

Em 1983 Col√īmbia, M√©xico, Panam√° e Venezuela criaram um f√≥rum para mediar conflitos armados na Am√©rica Central. Na √©poca ficou clara a necessidade de eles criarem f√≥runs de di√°logo direto, sem a intermedia√ß√£o de outros pa√≠ses, caso realmente quisessem superar os conflitos. Ficou conhecido como o Grupo de Contadora (nome da ilha do Panam√° no qual ocorreu o encontro). Em 1985 Argentina, Brasil, Peru e Uruguai se juntaram ao grupo e, criaram o Mecanismo Permanente de Consulta e Concerta√ß√£o Pol√≠tica da Am√©rica Latina e do Caribe, tamb√©m conhecido como Grupo do Rio. O Grupo do Rio n√£o √© um organismo internacional propriamente dito, na medida em que n√£o tem um secretariado respons√°vel pela implementa√ß√£o e acompanhamento das propostas. No entanto √© um importante espa√ßo para a concerta√ß√£o ...
A ideologização da política externa brasileira: por que precisamos nos relacionar com todos?
Américas, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Peru

A ideologização da política externa brasileira: por que precisamos nos relacionar com todos?

Foto: MARTIN BERNETTI/AFP/GETTY IMAGES / BBC News Brasil O presidente Jair Bolsonaro afirmou que n√£o comparecer√° √† posse do presidente eleito no Chile, Gabriel Boric. A cerim√īnia de posse est√° agendada para o dia 11/03 e facilmente permitiria a ida de Bolsonaro, prestigiando o governo chileno. A raz√£o dessa recusa est√° na posi√ß√£o pol√≠tica do Boric, que √© de esquerda. N√£o √© a primeira vez que Bolsonaro se recusa a ir a uma posse presidencial de um pa√≠s latino-americano. Em 2019 Bolsonaro n√£o foi √† posse do argentino Alberto Fern√°ndez (note-se que nos 17 anos anteriores os presidentes brasileiros foram √† cerim√īnia de posse, dada a import√Ęncia do pa√≠s para as rela√ß√Ķes internacionais brasileiras). Em 2020 Bolsonaro tamb√©m n√£o foi √† posse do boliviano Luis Arce, sequer enviando um repres...
Elei√ß√Ķes no Peru e Democracia na Am√©rica Latina
Américas, Peru

Elei√ß√Ķes no Peru e Democracia na Am√©rica Latina

Candidatos √† presid√™ncia do Peru: Pedro Castillo e Keiko Fujimori O Peru passar√°, no dia 6 de junho de 2021 por um segundo turno de uma elei√ß√£o presidencial muito polarizada. De um lado, temos Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, de outro, o candidato de extrema esquerda Pedro Casillo. Curiosamente, o primeiro turno n√£o foi de grande polariza√ß√£o eleitoral, tendo Castillo obtido apenas 19% dos votos enquanto Fujimori alcan√ßou meros 13%. Ou seja, 68% dos eleitores preferiram outros candidatos. Deveremos observar ent√£o uma polariza√ß√£o induzida pelas institui√ß√Ķes, no caso, a regra eleitoral. Dois candidatos em posi√ß√Ķes muito distantes no espectro econ√īmico far√£o campanha para convencer uma massa central de eleitores que n√£o achavam suas propostas as melhores logo de sa√≠...
E la nave va (III) ‚Äď Xi Jinping e a II C√ļpula da Nova Rota da Seda
√Āsia, √Āustria, Chile, China, Egito, Gr√©cia, Hungria, It√°lia, Myanmar, Peru, Portugal, R√ļssia

E la nave va (III) ‚Äď Xi Jinping e a II C√ļpula da Nova Rota da Seda

Encerrou-se ontem, em Pequim, a II Reuni√£o de C√ļpula da ‚ÄúBelt and Road Initiative‚ÄĚ ‚Äď a ‚ÄúNova Rota da Seda‚ÄĚ ‚Äď o projeto mais ambicioso deste s√©culo, segundo muitos analistas, para o realinhamento da geoecomia/geopol√≠tica do planeta. Conforme se recorda, lan√ßado em 2013, por Xi Jiping, o seu objetivo √© criar um cintur√£o econ√īmico, tecnol√≥gico e cultural unindo a √Āsia √† Europa e √† √Āfrica, ampliando assim o tra√ßado e o escopo da Rota da Seda original, que desenhada pelos chineses durante a dinastia Han (s√©c. II a.C/ II d.C), foi o grande corredor pelo qual as mercadorias do Oriente chegavam at√© a Europa. Esta rota, que perdurou at√© a tomada de Constantinopla pelos turcos em 1453, foi, como sabemos, o maior elo comercial e civilizacional da Hist√≥ria. A primeira reuni√£o de c√ļpula da ‚ÄúRoad...