O comércio global sob regras ocidentais e o desafio brasileiro de diversificar caminhos
O sistema comercial mundial que rege fluxos de mercadorias, capitais e investimentos continua fortemente ancorado em regras, instituições e práticas moldadas pelos Estados Unidos e pelas grandes potências ocidentais ao longo do pós-Segunda Guerra Mundial. Embora esse modelo tenha sido apresentado durante décadas como neutro e universal, a forma como ele opera revela assimetrias persistentes que limitam o espaço de manobra de países em desenvolvimento, como o Brasil, especialmente em momentos de crise, disputas geopolíticas ou reconfigurações do poder global. Nesse contexto, o fortalecimento de canais alternativos de cooperação econômica e financeira, como o BRICS, surge menos como opção ideológica e mais como necessidade estratégica.
A arquitetura do comércio internacional foi construíd...







