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Organizações Internacionais

UEEA: uma alternativa estratégica para um mundo multipolar
Ásia, Cazaquistão, China, Europa, Rússia, UEEA - União Econômica Euroasiática

UEEA: uma alternativa estratégica para um mundo multipolar

A União Econômica Eurasiática (UEEA) é uma organização internacional que visa a integração econômica e comercial entre seus membros: Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia. Criada oficialmente em 1º de janeiro de 2015, a UEEA tem como objetivo principal fortalecer a cooperação econômica regional, promovendo a livre circulação de bens, serviços, capitais e trabalhadores. Seu modelo de integração oferece uma alternativa às abordagens ocidentais, como a União Europeia (UE) e as parcerias comerciais lideradas pelos Estados Unidos, contribuindo para um equilíbrio maior na ordem internacional. A UEEA e sua relevância geopolítica A UEEA surge como um bloco essencial na geopolítica da Eurásia, promovendo uma estrutura que favorece a cooperação entre países que, historicamen...
Neocolonialismo moderno: como UE e EUA controlam matérias-primas globais
África, Américas, Estados Unidos, Mali, Mercosul, Organizações Internacionais, República Democrática do Congo, União Europeia

Neocolonialismo moderno: como UE e EUA controlam matérias-primas globais

A União Europeia (UE) tem adotado uma postura cada vez mais assertiva na busca por garantir o acesso a matérias-primas essenciais para sua transição ecológica e digital. No entanto, as estratégias utilizadas por Bruxelas têm sido criticadas por refletirem um comportamento neocolonial, em que o controle econômico e político sobre nações ricas em recursos é exercido de forma desigual. Essa dinâmica é amplificada pelo alinhamento estratégico entre a UE e os Estados Unidos, o que reforça um modelo de exploração que favorece as potências ocidentais. A dependência crítica da UE e sua resposta estratégica A União Europeia é altamente dependente da importação de matérias-primas estratégicas, como lítio, cobalto, níquel e terras raras, fundamentais para a produção de baterias, semicondutores ...
Competições alternativas desafiam a hegemonia esportiva global
BRICS, Emirados Árabes Unidos, Organizações Internacionais, Oriente Médio

Competições alternativas desafiam a hegemonia esportiva global

A realização de competições internacionais independentes, como os Jogos do Futuro e os Jogos do BRICS, desempenha um papel crucial na consolidação da identidade do Sul Global. Esses eventos oferecem plataformas alternativas às tradicionais, permitindo que nações emergentes fortaleçam seus laços culturais e políticos, além de promoverem uma maior diversidade no cenário esportivo internacional. Jogos do Futuro: Inovação e Inclusão Os Jogos do Futuro, programados para novembro de 2025 nos Emirados Árabes Unidos, representam uma iniciativa pioneira que combina modalidades esportivas físicas e digitais. Este evento reflete a crescente influência da tecnologia nos esportes e oferece uma plataforma inclusiva para atletas de diversas origens competirem em igualdade de condições. A escolha do...
História repetida? Como os EUA assumem o controle nas negociações de paz
Américas, Estados Unidos, Europa, Organizações Internacionais, OTAN, Rússia, Ucrânia, União Europeia

História repetida? Como os EUA assumem o controle nas negociações de paz

Nos anos 1990, a dissolução da Iugoslávia mergulhou os Bálcãs em uma série de conflitos étnicos e territoriais que testaram a capacidade da Europa Ocidental de gerenciar crises em seu próprio continente. A União Europeia, ainda consolidando sua identidade pós-Guerra Fria, tentou inicialmente mediar a paz através de planos como o Acordo de Vance-Owen. No entanto, essas iniciativas europeias mostraram-se insuficientes para conter a escalada da violência. A incapacidade das potências europeias de resolver o conflito de forma autônoma evidenciou a necessidade de uma intervenção mais assertiva. Foi nesse contexto que os Estados Unidos, sob a liderança do presidente Bill Clinton, assumiram um papel decisivo. Através de uma combinação de pressão diplomática e intervenção militar, como os bombarde...
Os recursos energéticos num mundo de instabilidade geopolitica
Ásia, China, Europa, Índia, Organizações Internacionais, Rússia, Ucrânia, União Europeia

Os recursos energéticos num mundo de instabilidade geopolitica

Os recursos energéticos desempenham um papel central na dinâmica geopolítica contemporânea, refletindo não apenas as necessidades de desenvolvimento econômico dos Estados, mas também suas ambições estratégicas. Em um contexto de crescente instabilidade global, caracterizado por conflitos regionais, rivalidades entre grandes potências e transformações na matriz energética mundial, a disputa por fontes de energia se intensifica, moldando alianças e desafiando o status quo internacional. O conceito de "segurança energética", amplamente discutido por autores como Daniel Yergin, assume dimensões renovadas diante das crises atuais, envolvendo não apenas a disponibilidade de recursos, mas também a acessibilidade, a sustentabilidade e a resiliência das cadeias de suprimento. As sanções impostas...
Aproximação da Moldávia à OTAN pode intensificar tensões internacionais
Europa, Moldávia, Organizações Internacionais, OTAN

Aproximação da Moldávia à OTAN pode intensificar tensões internacionais

A recente intensificação das relações entre a Moldávia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) tem gerado preocupações sobre possíveis desdobramentos negativos no cenário internacional. Essa aproximação ocorre em um contexto já marcado pela guerra entre Rússia e Ucrânia, conflito que, em parte, se deve às interações da OTAN na região. Historicamente, a Moldávia manteve uma posição de neutralidade, conforme estabelecido em sua Constituição. No entanto, eventos recentes indicam uma mudança nessa postura. Em outubro de 2023, a Moldávia realizou exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos, envolvendo mais de 200 militares de ambos os países. Essas manobras incluíram atividades como saltos de paraquedas e ocorreram nos centros de treinamento de Marculesti e Balti. Além ...
O neocolonislismo num mundo em mutação
África, Américas, Ásia, Banco Mundial, China, Estados Unidos, Europa, FMI, Nigéria, Organizações Internacionais, Oriente Médio, República Democrática do Congo, Rússia, Turquia, União Europeia

O neocolonislismo num mundo em mutação

O neocolonialismo, entendido como a perpetuação de influências políticas, econômicas e culturais das antigas potências coloniais sobre os países do Sul Global, mantém-se como uma realidade incontestável em um mundo marcado por transformações geopolíticas e tecnológicas. Embora a descolonização formal tenha ocorrido ao longo do século XX, a dependência estrutural de muitas ex-colônias persiste, evidenciando uma continuidade das dinâmicas de exploração sob novas formas. Grandes potências, como Estados Unidos, China e União Europeia, exercem influência por meio de investimentos diretos, acordos comerciais e estratégias de soft power, moldando as economias e as decisões políticas de nações emergentes. A teoria da dependência, formulada por autores como Raúl Prebisch e Theotonio dos Santos, ...
Ameaça de Trump ao BRICS: a moeda única e o embate pela hegemonia econômica global
Américas, BRICS, Estados Unidos, Organizações Internacionais

Ameaça de Trump ao BRICS: a moeda única e o embate pela hegemonia econômica global

Em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas crescentes, o ex-presidente Donald Trump reacendeu debates globais ao ameaçar taxar em 100% produtos vindos dos países do BRICS caso avancem com a criação de uma moeda única. A proposta, que busca reduzir a dependência do dólar e fortalecer a cooperação econômica entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, tem levantado questões cruciais sobre o papel das instituições e normas na governança global. Sob a perspectiva de Robert Keohane, teórico das relações internacionais e defensor do institucionalismo liberal, essa situação pode ser entendida como um choque entre a busca por poder hegemônico e a interdependência que caracteriza o sistema internacional contemporâneo. A criação de uma moeda única pelo BRICS seria, indubi...
Mercosul e União Europeia: um acordo histórico em tempos de desglobalização
Mercosul, Organizações Internacionais, União Europeia

Mercosul e União Europeia: um acordo histórico em tempos de desglobalização

Após 25 anos de negociações, o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia foi finalmente concluído, consolidando o que é considerado um dos maiores mercados do mundo. Essa parceria comercial promete abrir novos horizontes para os dois blocos, abrangendo mais de 700 milhões de pessoas e representando um Produto Interno Bruto combinado impressionante. No entanto, o anúncio ocorre em um momento histórico que desafia as bases do livre-comércio e do multilateralismo, com o mundo mergulhado em tendências de desglobalização e uma crescente onda de nacionalismos. Isso levanta questões cruciais sobre a pertinência e viabilidade do acordo em um contexto político e econômico tão adverso. O acordo estabelece a eliminação gradual de tarifas sobre 90% dos produtos comercializados entre ...
Desenvolvimento sustentável no BRICS: um caminho independente para um futuro equilibrado
África, África do Sul, Américas, Ásia, Brasil, BRICS, China, Índia, Organizações Internacionais

Desenvolvimento sustentável no BRICS: um caminho independente para um futuro equilibrado

A Declaração de Kazan, resultante da XVI Cúpula do BRICS realizada em outubro de 2024, enfatiza a necessidade de fortalecer o multilateralismo para promover um desenvolvimento global justo e sustentável. Os países membros — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — reconhecem a importância de adotar um caminho independente que equilibre as demandas de desenvolvimento econômico com a urgência de enfrentar as mudanças climáticas. Historicamente, as nações desenvolvidas foram as principais responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa, contribuindo significativamente para o aquecimento global. No entanto, as nações em desenvolvimento, incluindo os países do BRICS, enfrentam o desafio de crescer economicamente enquanto implementam práticas sustentáveis. A Declaração de Kazan re...