Série IA e China: A abundância como arma geopolítica
Durante muito tempo, a competição em inteligência artificial pareceu seguir um roteiro conhecido. Empresas investiam dezenas de bilhões de dólares para desenvolver modelos cada vez mais sofisticados, protegiam seu código, restringiam o acesso às versões mais avançadas e monetizavam essa vantagem por meio de assinaturas, licenças e contratos corporativos. A lógica era simples. Quem construísse o melhor modelo capturaria a maior parte do mercado.
Nos últimos meses, porém, essa narrativa começou a apresentar fissuras. Modelos chineses como DeepSeek, Qwen, Kimi e GLM passaram a demonstrar desempenho próximo ao dos principais sistemas americanos, mas seguindo uma estratégia radicalmente distinta. Em vez de restringir o acesso, foram disponibilizados de forma aberta ou a custos extremamente r...








