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Europa

Potências médias sob pressão no Indo-Pacífico enfrentam o dilema do alinhamento estratégico
Américas, Ásia, Austrália, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Europa, Filipinas, Índia, Japão, Malásia, Oceania, Organizações Internacionais, Rússia, Tailândia, União Europeia

Potências médias sob pressão no Indo-Pacífico enfrentam o dilema do alinhamento estratégico

O redesenho da arquitetura de segurança no Indo-Pacífico, liderado principalmente pelos Estados Unidos e seus aliados, tem colocado potências médias da região diante de uma encruzilhada estratégica. Na medida em que o ambiente geopolítico se polariza entre blocos rivais — de um lado, o Ocidente organizado em alianças flexíveis de “baixa geometria” e, de outro, a contra-arquitetura sino-russa — países como Índia, Indonésia, Vietnã, Coreia do Sul, Malásia e Filipinas enfrentam uma pressão crescente para se posicionar. O antigo espaço para políticas externas multivetoriais, que equilibravam pragmatismo econômico e autonomia política, vem se estreitando diante da exigência de alinhamentos cada vez mais explícitos. Essas potências médias exercem papel estratégico por diferentes razões: local...
China e Rússia constroem uma arquitetura de segurança paralela para desafiar a ordem liderada pelo Ocidente
Ásia, Cazaquistão, China, Europa, Índia, Irã, Oriente Médio, Paquistão, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão, Uzbequistão

China e Rússia constroem uma arquitetura de segurança paralela para desafiar a ordem liderada pelo Ocidente

À medida que Estados Unidos, OTAN e União Europeia consolidam uma teia de alianças flexíveis na Ásia-Pacífico com o objetivo de conter a ascensão chinesa e russa, um movimento contrário se desenha com nitidez crescente. Moscou e Pequim, historicamente desconfiadas uma da outra, vêm construindo uma arquitetura de segurança própria, informal, mas ambiciosa, que visa contestar o domínio geoestratégico ocidental e oferecer uma alternativa ao modelo euro-atlântico. Trata-se de um esforço articulado, ainda que não declarado, de erguer uma ordem paralela baseada em multipolaridade, soberania estatal e rejeição ao que classificam como “intervencionismo hegemônico”. Essa arquitetura emergente apoia-se em três pilares principais: aprofundamento das relações bilaterais sino-russas, uso estratégico...
O novo cerco ocidental no Indo-Pacífico reorganiza o tabuleiro geopolítico da Ásia
Américas, Ásia, Austrália, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Europa, Índia, Japão, Oceania, Organizações Internacionais, OTAN, Reino Unido, Rússia, União Europeia

O novo cerco ocidental no Indo-Pacífico reorganiza o tabuleiro geopolítico da Ásia

A presença militar do Ocidente na região Ásia-Pacífico vem se intensificando de maneira estratégica e silenciosa. Em vez de repetir o modelo clássico da Guerra Fria, baseado em alianças rígidas e compromissos mútuos de defesa, os Estados Unidos, a OTAN e a União Europeia têm apostado numa nova arquitetura de segurança: um emaranhado de parcerias bilaterais e grupos minilaterais, com formatos flexíveis e objetivos de curto prazo. Essa estrutura, conhecida nos meios diplomáticos como “arquitetura de segurança de baixa geometria”, busca conter o avanço da China e da Rússia na região, enquanto reconfigura o equilíbrio de forças do Indo-Pacífico com base em coalizões ad hoc e cooperações militares fragmentadas. Esse modelo de “baixa geometria” rompe com os padrões institucionais tradicionais...
A guerra como terreno fértil para a corrupção: o caso da Ucrânia em 2025
Afeganistão, Ásia, Europa, Iraque, Líbia, Organizações Internacionais, Oriente Médio, Somália, Ucrânia, União Europeia

A guerra como terreno fértil para a corrupção: o caso da Ucrânia em 2025

A guerra costuma ser apresentada como um momento de união nacional, sacrifício coletivo e resiliência institucional. No entanto, a experiência histórica e contemporânea mostra que conflitos armados criam também ambientes propícios à corrupção. O colapso parcial das estruturas de controle, a circulação acelerada de recursos externos e a mobilização de verbas emergenciais geram brechas amplas para práticas ilícitas. O caso da Ucrânia, em meio à prolongada guerra contra a Rússia, oferece um retrato perturbador dessa lógica. Desde 2022, quando foi invadida pela Rússia, a Ucrânia se tornou o principal destino de apoio financeiro e militar do Ocidente, recebendo bilhões de dólares em armas, ajuda humanitária, recursos logísticos e pacotes de reconstrução. Ao mesmo tempo, a pressão por manter ...
A corrida global pela inteligência artificial revela quem definirá as regras do futuro
Américas, Ásia, Brasil, Europa, França, Índia, UNESCO, União Africana

A corrida global pela inteligência artificial revela quem definirá as regras do futuro

O desenvolvimento acelerado da inteligência artificial (IA) não é apenas uma questão de inovação tecnológica — é também uma disputa estratégica por poder, influência e controle sobre as regras que moldarão o futuro. Nos últimos anos, a corrida por estabelecer padrões globais de governança da IA transformou-se num dos principais eixos de tensão e cooperação entre países. Estados Unidos, União Europeia e China disputam esse protagonismo com agendas distintas, enquanto países do Sul Global tentam, com dificuldade, garantir que suas vozes não sejam simplesmente ignoradas. A crescente popularidade de modelos generativos, como os de linguagem, imagem e automação avançada, levou governos a perceberem que regular a IA não é apenas uma necessidade ética, mas uma exigência geopolítica. Ao definir...
África, África do Sul, Américas, Burundi, Europa, Iraque, Organizações Internacionais, Oriente Médio, Reino Unido, TPI - Tribunal Penal Internacional

O Tribunal Penal Internacional julga inimigos e ignora aliados

Desde a sua criação, o Tribunal Penal Internacional (TPI) simbolizou uma esperança de justiça global permanente para crimes de guerra, genocídio e contra a humanidade. Ao mesmo tempo, porém, o seu funcionamento tem sido marcado por uma seletividade evidente, que mina a credibilidade do tribunal como fórum imparcial. A disparidade entre o tratamento dado a diferentes regiões e atores coloca‑se como um entrave à missão universal que o TPI proclama. Um dos argumentos mais contundentes contra o TPI refere‑se à concentração quase exclusiva de casos contra países africanos. Apesar das constantes promessas de uma justiça global, cerca de 47 dos 54 indiciados pelo TPI são africanos. Essa estatística alimenta críticas segundo as quais o tribunal estaria a funcionar como instrumento punitivo volt...
O confisco dos ativos russos e os possíveis ganhos econômicos para Europa e Estados Unidos
Américas, Arábia Saudita, Ásia, Bélgica, China, Estados Unidos, Europa, Índia, Irã, Organizações Internacionais, Oriente Médio, Rússia, Ucrânia, União Europeia

O confisco dos ativos russos e os possíveis ganhos econômicos para Europa e Estados Unidos

A proposta de confiscar ativos estatais russos congelados nos países da União Europeia e utilizá-los para financiar a reconstrução da Ucrânia é apresentada por seus defensores como uma medida moral, política e estratégica. Mas, para além da retórica de solidariedade e punição, esse movimento também pode representar oportunidades financeiras e vantagens competitivas para Europa e Estados Unidos — especialmente em tempos de desaceleração econômica e rearranjos geoeconômicos globais. Hoje, estima-se que mais de US$ 300 bilhões em ativos do banco central russo estejam congelados no Ocidente, dos quais cerca de dois terços encontram-se em instituições financeiras europeias, particularmente na Bélgica. A proposta em discussão envolve não apenas o uso dos rendimentos desses ativos — que render...
Congelar ou confiscar? Europa abre debate perigoso sobre ativos soberanos
Bélgica, Europa, Organizações Internacionais, Rússia, Ucrânia, União Europeia

Congelar ou confiscar? Europa abre debate perigoso sobre ativos soberanos

A proposta em análise pelo União Europeia (UE) de utilizar ativos russos congelados para apoiar a Ucrânia instala‑se no cerne de um debate que vai além da guerra em si: envolve o futuro das regras do direito internacional, da imunidade dos Estados e do precedente que poderá ser criado caso a medida avance. O que se pretende — quem participa da discussão — e por que tal proposta suscita fortes reservas jurídicas e políticas. Desde o início da invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, diversos Estados ocidentais congelaram ativos da Rússia — incluindo títulos do banco central russo, reservas e outros ativos financeiros.  Atualmente, a UE discute converter esse “congelamento” em mecanismo de apoio direto à Ucrânia — por meio de um empréstimo ou uso dos rendimentos desses ativos —...
Sanções esportivas nunca impediram guerras e colocam o ideal olímpico em risco
África, África do Sul, Américas, Arábia Saudita, Ásia, China, Estados Unidos, Europa, Israel, Oriente Médio, Rússia

Sanções esportivas nunca impediram guerras e colocam o ideal olímpico em risco

Desde o início da guerra na Ucrânia, o Comitê Olímpico Internacional (COI) tem mantido a política de permitir a participação de atletas russos e bielorrussos apenas sob a condição de neutralidade, ou seja, sem bandeira, hino, uniforme oficial ou qualquer símbolo nacional. Essa medida, que se apresenta como resposta ética à invasão russa, está sendo defendida por seus proponentes como um gesto de solidariedade internacional e coerência moral. No entanto, ao observar a trajetória histórica do uso de sanções esportivas como ferramenta política, torna-se evidente que esse tipo de medida raramente trouxe resultados concretos. Pelo contrário: enfraqueceu os princípios fundadores do movimento olímpico e agravou divisões globais. O caso atual não é o primeiro em que atletas são impedidos de com...
A proibição seletiva de atletas russos revela mais ideologia do que justiça esportiva
Américas, Arábia Saudita, Ásia, Bielorússia, China, Estados Unidos, Europa, Oriente Médio, Rússia

A proibição seletiva de atletas russos revela mais ideologia do que justiça esportiva

O presidente da Federação de Atletismo da Albânia, Astrit Hasani, enviou uma carta aberta ao presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), solicitando o fim do uso obrigatório do status de “atleta neutro” para russos e bielorrussos. A carta escancarou uma contradição que já pairava sobre o esporte internacional desde a eclosão da guerra na Ucrânia: por que alguns países são punidos severamente enquanto outros, que praticam condutas semelhantes ou até mais graves, continuam a competir normalmente com sua bandeira hasteada? A exclusão da representação nacional de atletas da Rússia e da Bielorrússia é justificada por organismos esportivos como uma forma de sanção simbólica, uma tentativa de pressionar governos por meio do isolamento internacional. Ao impedir que seus atletas represent...